Governo açoriano discute hoje plano de contingência para eventual vaga de deportações proveniente dos EUA

A apresentação deve ser feita pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, durante uma reunião prevista para Ponta Delgada do Conselho do Governo, como já tinha adiantado ao Jornal Económico, fonte oficial do executivo açoriano.

Governo açoriano discute hoje plano de contingência para eventual vaga de deportações proveniente dos EUA
Jose_Bolieiro

O Governo Regional dos Açores reúne-se em Conselho de Governo esta quinta-feira e na ordem de trabalhos está incluída a discussão daquele que será o plano de contingência do Governo açoriano para a eventualidade de existir uma vaga de deportação, de açorianos, dos Estados Unidos, na sequência da tomada de posse de Donald Trump como presidente norte-americano.

A apresentação das ideias que podem estar integradas neste plano de contingência deve ser feita pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, durante uma reunião prevista para Ponta Delgada do Conselho do Governo, como já tinha adiantado ao Jornal Económico, fonte oficial do executivo açoriano.

“Perspectiva-se para os próximos tempos a inclusão de contributos de outras forças políticas, num processo que o Governo pretende que seja de unidade regional”, confirma fonte oficial do Executivo açoriano.

Paulo Estevão já tinha referido, na semana passada, que o Governo Regional dos Açores se encontrava a preparar um plano de contingência para um cenário de eventuais deportações de cidadãos açorianos, que estivessem ilegais nos Estados Unidos, conforme referiu o governante ao jornal “Público“. Este plano incluía áreas como, por exemplo, a saúde, a habitação, o emprego, e a segurança social, como referiu a mesma publicação.

De acordo com a Associação de Emigrantes Açorianos, no primeiro mandato de Donald Trump existiram menos deportações de açorianos face aos mandatos de Barack Obama e de George Bush, confirmou a dirigente da associação ao Jornal Económico.

O maior número de deportações ocorreu nos mandados de George Bush e de Barack Obama, entre 1997 e 2013, com mais de 800 açorianos a terem que sair do país.

Um estudo do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, de 2012, referia que entre 1987 e 2012 (primeiro trimestre) existiram 1.175 casos de deportações de açorianos que estavam nos Estados Unidos e no Canadá.

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