Fidelidade quer vender futura sede por mais de 200 milhões. Dono da Zara entre os interessados

A Fidelidade comprou os terrenos da Feira Popular 45% acima do preço pedido pela Câmara Municipal. Amancio Ortega estará na 'pole position' para adquirir edifício que deverá estar concluído na segunda metade do próximo ano.

Fidelidade quer vender futura sede por mais de 200 milhões. Dono da Zara entre os interessados
Fidelidade

A Fidelidade está a vender a sua futura sede em Entrecampos (terrenos da antiga Feira Popular) e estará a pedir mais de 200 milhões de euros pelo edifício que só ficará pronto em meados de 2025. De acordo com o jornal “Eco”, Amancio Ortega, dono da Zara e homem mais rico de Espanha, é um dos interessados no negócio. Fidelidade desmente negociações e valores citados.

A seguradora pretende fazer uma operação de sale & lease back, ou seja, vender o imóvel e ficar como arrendatária. Estará em cima da mesa um contrato de arrendamento por um período de 20 anos, podendo ser prolongado por dois períodos de cinco anos.

Neste processo, a Fidelidade irá pagar uma renda anual de 10 milhões de euros ao proprietário, valor onde se inclui lugares de estacionamento. O empreendimento da seguradora terá 46 mil metros quadrados, sendo de 40 mil correspondem a escritórios e seis mil a espaços comerciais.

A fechar negócio com Ortega, a Pontegadea (que já detém vários ativos no mercado português) seria a nova dona do edifício. A sociedade de investimentos do homem mais rico de Espanha é atualmente a segunda maior acionista da REN, detendo 12% da elétrica.

Ao Jornal Económico, fonte oficial da Fidelidade confirma que a seguradora “estuda uma potencial operação de sale and leasback duradouro em relação ao edifício onde ficará situada a nova sede”, sendo esta uma política de asset-light seguida por várias seguradoras “em relação a este tipo de ativos, a qual se revela mais eficiente sob diversos pontos de vista”.

No entanto, a mesma fonte desmente a notícia avançada pelo jornal “Eco”, indicando que “não existe qualquer processo negocial com investidores determinados e nenhum dos valores referidos na notícia tem aderência à realidade, sendo pura especulação”.

Importa lembrar que a seguradora adquiriu os antigos terrenos da Feira Popular em 2018, pagando mais de 270 milhões de euros à Câmara de Lisboa, um preço 45% acima do pedido na altura. Tal como referido, e apesar das obras ainda não terem começado e o fim da construção estar prevista para a segunda metade de 2025, será construída habitação, comércio e parques de estacionamento.

[Notícia atualizada às 13h10 com reação da Fidelidade]

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