Rússia já começou a interferir nas eleições dos EUA, segundo a Microsoft

A IA amplia as formas de espalhar falsidades, mas, segundo os especialistas da Microsoft, não está a ser tão usada quanto os especialistas temiam. Os 'bons velhos' métodos prevalecem.

Rússia já começou a interferir nas eleições dos EUA, segundo a Microsoft
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A mais recente campanha de influência eleitoral da Rússia – auxiliada por algumas novas táticas orientadas por IA – está em andamento antes da eleição presidencial norte-americana de 2024, embora pareça ter começado mais lentamente que em ciclos eleitorais passados, de acordo com um novo relatório do Centro de Análise de Ameaças da Microsoft.

Segundo reportagem da revista “Forbes”, os atores de influência eleitoral russos – os mesmos que foram identificados em campanhas passadas – mostraram novos sinais de atividade nos últimos 45 dias, embora a sua atividade pareça ocorrer a “um ritmo mais lento” do que o observado antes das eleições presidenciais de 2016 ou de 2020, o que provavelmente se deve a uma temporada das primárias “menos participada” e mais decidida este ano, disse a Microsoft.

Os esforços de influência russa neste ciclo eleitoral – que se estendem, segundo outras fontes, às eleições europeias nos 27 países da União –concentraram-se em virar a opinião dos Estados Unidos contra a Ucrânia e a NATO, com a análise da Microsoft a encontrar pelo menos 70 participantes russos que usam os média tradicionais e as redes sociais para espalhar desinformação relacionada com a Ucrânia nos últimos dois meses.

A Microsoft identificou vários atores próximos da Rússia por trás das operações de influência – incluindo o grupo ao qual a Microsoft refere como ‘Storm 1099’, que foi responsável pela ampla campanha de desinformação Doppelganger em 2022.

Os mais empenhados são próximos da residência russa, o que, segundo a Microsoft, destaca “a natureza cada vez mais centralizada” destas campanhas – uma mudança em relação às campanhas de 2016 e de 2020, que estavam mais associadas à chamada Agência de Sondagem da Internet e aos serviços de inteligência da Rússia.

A IA está a moldar o modo de influência – embora não tão significativamente quanto os especialistas temiam e não da maneira que as autoridades esperavam. Embora o surgimento da IA tenha levantado temores de que os chamados vídeos deepfake possam ser usados para enganar e manipular o público, a Microsoft diz que tais esforços têm sido em grande parte malsucedidos. Em vez disso, o público tem sido mais propenso a cair em “falsificações digitais simples”.

O referido grupo Storm-1516, por exemplo, introduz desinformação em canais de vídeo, alegando que a fonte é um denunciante ou jornalista independente. O grupo usa uma rede de sites que opera secretamente para amplificar a informação, levando-a a ser mais captada e, em última análise, enganando o público.

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