A Bain & Company realizou um estudo sobre as empresas spin-offs, as que têm origem numa empresa existente e se desenvolvem até se tornarem independentes.
Entre as principais conclusões está o facto de, embora muitas não se consigam destacar no mercado, aquelas que conseguem “podem obter resultados muito bons”.
A Bain & Company destaca que “ainda que estas spin-offs com um retorno total para o acionista médio tenham um desempenho pior do que o índice S&P 500 durante os três primeiros anos após a separação, as que pertencem ao quartil superior têm um desempenho significativamente superior, com dividendos totais de 27%”.
Além disso, mais de 90% do quartil superior das spin-offs aumentam as suas receitas, as suas margens de EBITDA ou ambas.
“Os beneficiários deste processo não só aumentam as suas receitas como também reduzem os custos”, conclui a consultora.
A Bain & Company deixou ainda sugestões para que as empresas resultantes de spin-offs sejam um sucesso.
Entre as estratégias para maximizar as possibilidades de êxito num spin-off está construir um percurso com quatro elementos: um plano de ação bem definido, objetivos financeiros para ambas as empresas, um perfil claro e detalhado dos ativos e uma conceção firme do plano de reestruturação.
A consultora recomenda entender o êxito como a continuidade do negócio e o aumento da rentabilidade para o acionista.
Mas também recomenda tomar decisões sobre o funcionamento autónomo da entidade desde o momento em que é criada.
“Bem como investir numa estratégia de comunicação clara e coerente com as partes interessadas para estabelecer novas expetativas em linha com a proposta de valor da empresa”, conclui.