Apoios aos créditos à habitação promulgados pela Presidência da República

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta segunda-feira os apoios do Governo aos detentores de créditos à habitação.

Apoios aos créditos à habitação promulgados pela Presidência da República
António Pedro Santos/Lusa

Os apoios aos créditos à habitação, nomeadamente as moratórias e os juros bonificados, foram promulgados esta segunda-feira pelo Presidente da República.

“O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que estabelece a medida de fixação temporária de contratos de crédito para aquisição ou construção de habitação própria permanente e reforça as medidas e os apoios extraordinários no âmbito dos créditos à habitação”, pode ler-se no site da Presidência da República.

O Governo aprovou a 21 de setembro, em Conselho de Ministros, as medidas que têm como objetivo amenizar a subida das taxas de juro no crédito à habitação própria e permanente, que passam por proporcionar uma estabilidade na prestação do crédito à habitação e ainda alargar a atual bonificação de juros.

Com a apresentação destas medidas, o Governo estabeleceu como objetivos reduzir e estabilizar as prestações no crédito à habitação, reforçar a bonificação temporária dos juros e prolongar a suspensão da comissão de reembolso antecipado.

O Governo definiu que todos os mutuários de crédito à habitação própria e permanente, com taxa de juro variável ou taxa mista em período de taxa variável, podem usufruir desta medida. A portaria destina-se a todos os créditos contratados até 15 de março deste ano, com prazo residual igual ou superior a cinco anos. São incluídos também os contratos que tenham sido celebrados no âmbito de uma operação de transferência de crédito, independentemente da data em que foram celebrados.

A bonificação passa a ser calculada sobre o valor do indexante acima dos 3% com benefício até ao sexto escalão sem diferenciação. A parcela de juros a bonificar será de 100% quando a taxa de esforço for superior a 50% e de 75% quando a taxa de esforço se encontrar entre os 35% e os 50%. O limite anual passa a ser de 800 euros.

Relacionado

Marcelo avisa que não se pode continuar “a correr atrás do prejuízo” na inteligência artificial

Marcelo avisa que não se pode continuar “a correr atrás do prejuízo” na inteligência artificial

Em declarações aos jornalistas no final da apresentação da Carta Encíclica “Magnífica Humanitas”, do Papa Leão XIV, na Feira do Livro, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este documento tem o “grande mérito de chamar a atenção para um tema que, de uma maneira geral, não se tem acautelado” porque “se acha que se tem todo o tempo do mundo” quando, na sua opinião, “não se tem”.