AHP defende que sucesso da privatização da TAP depende de caderno de encargos bem desenhado

“Nós entendemos que esta abertura de capital é importante, porque no mundo da aviação, fortemente concorrencial, só com parcerias é que nos podemos, de facto, posicionar”, afirmou ainda Bernardo Trindade, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

AHP defende que sucesso da privatização da TAP depende de caderno de encargos bem desenhado
Cristina Bernardo

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, congratulou-se hoje com o anúncio da abertura de capital da TAP e defendeu que o sucesso da privatização depende de um caderno de encargos bem desenhado.

“Nós entendemos que esta abertura de capital é importante, porque no mundo da aviação, fortemente concorrencial, só com parcerias é que nos podemos, de facto, posicionar”, afirmou Bernardo Trindade, num almoço promovido pela AHP e que teve como convidado o presidente da TAP, Luís Rodrigues.

Para o líder da associação dos hoteleiros, o sucesso da privatização depende “de um caderno de encargos bem desenhado” e do garante de certos aspetos de interesse nacional, como o ‘hub’ (aeroporto que serve como centro de distribuição de passageiros) de Lisboa.

Bernardo Trindade desejou ainda boa sorte a Luís Rodrigues na liderança da companhia aérea.

“O último ano, do ponto de vista da visibilidade da TAP, não foi um ano que nos orgulhou. A forma como a TAP foi tratada é um tempo que nós queremos rapidamente ultrapassar”, realçou o responsável, referindo-se às polémicas que envolveram a transportadora e à comissão parlamentar de inquérito à tutela política da gestão da companhia.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que enquadra as condições para a privatização da TAP.

O Governo pretende ter o caderno de encargos pronto até ao final do ano, ou início do próximo, e o processo de venda concluído ainda no primeiro semestre de 2024.

Os três maiores grupos europeus de aviação – Lufthansa, Air France-KLM e IAG – já admitiram concorrer à privatização da companhia aérea portuguesa.

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