Saldo externo da economia subiu de 0,5 para 1,6% do PIB no segundo trimestre

"O aumento do saldo externo da economia refletiu principalmente o aumento de 0,4 p.p. registado no saldo das Sociedades Financeiras", explica o INE.

Saldo externo da economia subiu de 0,5 para 1,6% do PIB no segundo trimestre
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O saldo externo da economia portuguesa subiu para 1,6% do PIB no segundo trimestre, mais 1,1 p.p em relação ao registado no trimestre precedente, acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o gabinete de estatísticas, esta melhoria refletiu, sobretudo, a subida de 0,4 p.p. do saldo das Sociedades Financeiras, tendo os “saldos das Sociedades Não Financeiras (SNF) e das Famílias crescido ambos 0,3 p.p. do PIB”.

Quanto ao Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB), o INE dá conta de um aumento de 2,3% em ambos (crescimentos de 2,4% no trimestre anterior, para os dois agregados).

O RDB das famílias foi 1,9% face superior face ao trimestre anterior, com as remunerações e o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a subirem 2,7% e 0,4%, pela mesma ordem.

De acordo com o INE, “a despesa de consumo final aumentou 1,6% (2,5% no trimestre anterior), determinando o aumento da taxa de poupança para 5,7% (5,3% no trimestre anterior), o que conduziu a uma capacidade de financiamento de 0,5% do PIB (0,2% do PIB no trimestre anterior)”, sendo que, “em termos reais, o RDB ajustado per capita das Famílias aumentou 0,4%” no trimestre em análise neste boletim.

No que diz respeito às SNF, o saldo no segundo trimestre foi negativo, fixando-se em -1,3% do PIB, mas melhorando em 0,3 p.p. em relação ao trimestre anterior; o VAB subiu de 3%, enquanto a Formação Bruta de Capital aumentou 0,4%.

“O saldo das Sociedades Financeiras atingiu 2,3% do PIB, com o VAB do setor a crescer 9,4% no 2.º trimestre de 2023, refletindo o crescimento da margem de intermediação financeira obtida pelas instituições bancárias na concessão de crédito e na captação de depósitos, devido ao aumento significativo das taxas de juro, em particular sobre os créditos”, acrescenta o INE na nota divulgada hoje sobre as contas nacionais relativas ao segundo trimestre.

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