Groundforce. Plano de insolvência prevê TAP acionista numa fase inicial

A versão preliminar do plano de insolvência da Groundforce prevê que a TAP se mantenha acionista da empresa de ‘handling’, com 49,9% do capital, numa fase inicial, de acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso.

Groundforce. Plano de insolvência prevê TAP acionista numa fase inicial
Trabalhadores da Groundforce concentrados junto ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, 05 de março de 2021. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O plano explica que o novo investidor na empresa de ‘handling’, a Menzies Aviation, considerou “essencial ao seu investimento a subscrição e manutenção da participação social da TAP, SA na fase inicial do seu investimento”.

Assim, o objetivo é avançar com a redução do capital social para zero euros, seguida “da subscrição e realização do montante de capital” de 2,5 milhões de euros a efetuar “sempre antes da homologação do presente Plano de Insolvência” por parte da Menzies.

Por sua vez, a TAP subscreve e realiza o montante de capital de 2,4 milhões de euros “mediante entradas em espécie correspondentes a parte dos créditos sobre a insolvência da SPdH”.

Depois disso, o capital social da empresa “passará a ser do montante de 4.983.651,90 euros e ficará representado por 49.836.519 ações nominativas e tituladas com o valor nominal de um 0,10 euros”, segundo o documento.

A Menzies “ficará titular de 25.000.000 ações, correspondentes a 50,01% do capital social; A TAP, SA ficará titular de 24.836.519 ações, correspondentes a 49,9% do capital social”, diz o plano.

A TAP pediu em 2021 a insolvência da Groundforce, num processo cuja lista provisória de credores apontava, nessa altura, para cerca de 154 milhões de euros em dívidas.

Posteriormente, segundo o plano, as dívidas reconhecidas fixaram-se em 136,2 milhões de euros.

Os maiores credores são a TAP e a ANA – Aeroportos de Portugal, com 15,5 milhões de euros de créditos e 12,8 milhões de euros, respetivamente.

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