Rublo já perdeu 18% este ano e desencadeia uma nova onda de inflação

No acumulado do ano, a moeda já perdeu 18% do seu valor, com uma queda de 7% no último mês. Este declínio significa que o rublo está a ser negociado 14% abaixo dos valores anteriores à guerra.

Rublo já perdeu 18% este ano e desencadeia uma nova onda de inflação
Kacper Pempel/Reuters

A moeda nacional russa, o rublo, está em piores níveis do que antes do início da guerra, depois de surgirem preocupações sobre um possível ressurgimento da inflação, segundo avança o jornal “El Economista”.

Durante os primeiros dias de guerra a moeda foi dominada por fortes quedas e volatilidades, mas as ações do banco central russo e o notável aumento das suas exportações fizeram com que a moeda disparasse, algo que não acontece neste momento.

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Atualmente, o rublo está a ser negociado a 0,011 dólares, o que significa que a moeda caiu 40% em relação ao máximo de junho de 2022. No acumulado do ano, a moeda já perdeu 18% do seu valor, com uma queda de 7% no último mês. Este declínio significa que o rublo está a ser negociado 14% abaixo dos seus valores anteriores à guerra.

A governadora do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, afirma que a principal razão para a queda do rublo é uma grande mudança de paradigma na sua balança comercial. No início da guerra, as receitas de exportações dispararam devido a uma subida generalizada dos preços da energia no mundo e ao facto de ter conseguido encontrar clientes alternativos à Europa.

Durante a guerra, a Rússia aumentou os preços de todas as matérias primas em que é líder mundial no fornecimento mas ao mesmo tempo as importações foram canceladas devido ao encerramento das relações comerciais com muitos países ocidentais. Ao contrário do que era previsto, estas medidas tiveram como resultado um boom para o rublo.

Perante esta situação, a Rússia decidiu tomar medidas preventivas contra o aumento da inflação devido à fraqueza da sua moeda, na reunião que se realizou em julho, o banco central do país elevou os juros para 8,5% com alta de 100 pontos para manter a moeda à tona. Este é o primeiro aumento num ano, depois do aumento de emergência para 20% no início da guerra.

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