Crise climática. Ativistas colocam cimento em buracos de campo de golfe em Oeiras

Ativistas da Climáximo encheram com cimento vários buracos de um campo de golfe, inutilizando-o. Climáximo protesta contra desigualdade no acesso à água e atribui responsabilidade da crise climática à classe alta.

Crise climática. Ativistas colocam cimento em buracos de campo de golfe em Oeiras
Climáximo

O objetivo do golfe é colocar a bola no buraco no menor número de tacadas possível. Num campo em Oeiras, isso deixou de ser possível após uma ação de protesto esta semana protagonizado por um grupo de ativistas pelo clima.

Vários ativistas da Climáximo colocaram cimento nos buracos de um campo de golfe em Oeiras, de forma a protestar contra a desigualdade no acesso à água em tempo de seca e também à responsabilidade da “classe alta pela crise climática e os seus hobbys”, pode ler-se em comunicado.

Esta ação surge depois daquela que foi a semana mais quente desde que há registo. O grupo lembra que os campos de golf são dos maiores utilizadores de água para a rega dos mesmos, só para satisfação dos mais ricos. Isto acontece, adiantam, quando “mais de 80% do território português está em seca desde abril”.

“A crise climática e a escassez de recursos vindoura irão acentuar desigualdades já existentes na nossa sociedade, onde 1% detém a maior parte da riqueza, enquanto pessoas comuns lutam por uma vida digna”, aponta a Climáximo em comunicado. “É urgente cortar emissões e gerir recursos com vista ao interesse público”.

No mesmo comunicado, os ativistas citam os últimos relatórios das Nações Unidas que dão conta de “secas, incêndios, escassez alimentar e ondas de calor que impossibilitam a vida em Portugal” num horizonte próximo.

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