Notários consideram possível melhorar diploma sobre Ordens Profissionais

A Ordem dos Notários (ON) considerou hoje “ser ainda possível melhorar” na Assembleia da República o diploma do Governo de revisão dos Estatutos das Ordens Profissionais.

Notários consideram possível melhorar diploma sobre Ordens Profissionais
Ordem dos Notários

“A ON considera ser ainda possível melhorar o diploma, no sentido de proteger os cidadãos que recorrem aos serviços notariais e de acautelar a qualidade dos serviços prestados à população e às empresas”, referiu a ON à agência Lusa.

Em posição por escrito, Jorge Batista da Silva, bastonário da Ordem nos Notários, sublinhou que “a proposta de lei, agora apresentada, tem margem para ser melhorada” e que “as propostas e preocupações serão tidas em conta na Assembleia da República”.

O bastonário referiu que neste diploma o Governo teve em consideração a vontade dos notários em vários temas fundamentais, designadamente a possibilidade de existirem notários associados – “uma medida positiva que poderá diminuir a precariedade, que afeta sobretudo os profissionais mais jovens”

“No entanto, existem outros pontos que precisam de ser trabalhados com o objetivo de proteger os cidadãos e as empresas, em particular a clarificação das qualificações profissionais dos prestadores dos serviços, de forma a acautelar a qualidade dos serviços prestados pelos notários e o interesse público inerente às funções que desempenhamos”, concluiu.

Na quinta-feira, o Governo aprovou o diploma que altera os estatutos de 12 ordens profissionais, incluindo a dos Médicos e a dos Advogados, adaptando-os ao estipulado no regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais, e concluindo o processo de revisão de estatutos que já tinha iniciado com a proposta de alteração para as oito ordens restantes das 20 existentes.

A lei-quadro que altera o regime jurídico das associações públicas profissionais foi publicada em Diário da República em 28 de março, depois de ter sido aprovada em votação final global no parlamento em dezembro, após uma intensa contestação das respetivas ordens.

Depois da fixação da redação final, o decreto-lei seguiu para o Palácio de Belém, em 27 de janeiro, tendo sido no início de fevereiro enviado pelo Presidente da República para o Tribunal Constitucional (TC), para fiscalização preventiva, tendo o TC decidido pela sua constitucionalidade.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Bianca Marques28 Ago
O Chega admite avançar já na próxima semana com uma moção de censura ao Governo, aumentando a pressão sobre o executivo. Apesar da iniciativa, a aprovação do texto é, para já, considerada pouco provável, com o PS a afastar o cenário, a Iniciativa Liberal a defender estabilidade política e o PCP a não excluir o recurso aos instrumentos parlamentares disponíveis.
Arte e política

Arte e política

O vazio político que se vive neste tempo, procura alienar os artistas da sua liberdade de criação, e da sua expressão particular de luta, não sujeita ao consumo nem ao sistema; nem tão pouco a aprisionamentos de qualquer espécie, dando expressão às necessidades do Homem e da humanidade, promovendo a transformação social face à miséria cultural e social a que se assiste.