Do equilíbrio ao foco. Como podem os CEO implementar IA Generativa nas empresas?

A McKinsey aponta que, com milhões de possibilidades, as empresas podem aplicar a IA Generativa em todas as situações devido à sua facilidade de implementação e não apenas em situações pontuais.

Do equilíbrio ao foco. Como podem os CEO implementar IA Generativa nas empresas?
Leitor 5d973a965a2ee Inteligencia Artificial.png

A Inteligência Artificial (IA) ainda é terreno desconhecido para muitos mas a IA Generativa está na vanguarda e a acelerar rapidamente, devendo ser uma aposta das empresas. Pelo menos é um conselho da McKinsey & Company, onde indica sete recomendações para que as empresas apostem neste molde e indica como e quando os CEO devem agir.

O novo relatório da consultora lembra que a IA Generativa “requer uma abordagem clara a coordenada, dadas as suas probabilidades de risco únicas e a sua capacidade de ser aplicada em qualquer área da empresa”. Por esta razão, a McKinsey recomenda a criação de um grupo de trabalho específico, de forma a identificar e priorizar os melhores use cases, o que vai permitir uma aplicação segura e coordenada da IA.

A McKinsey aponta que, com milhões de possibilidades, as empresas podem aplicar a IA Generativa em todas as situações devido à sua facilidade de implementação e não apenas em situações pontuais. “Torna-se fundamental as empresas focarem-se nas áreas que permitam gerar maior valor e na combinação de tecnologias que possibilite novas formas de trabalhar”, indica a consulta em comunicado. 

Outra recomendação para os CEO é a capacitação e a construção. O estudo mostra que é necessário ter “uma grande quantidade de dados e a tecnologia mais moderna” para que se consiga aproveitar todo o potencial da tecnologia, sendo que as empresas têm de criar uma vantagem competitiva e, para isso, têm de agir com rapidez. 

“Os CEO geralmente têm em conta o equilíbrio entre os benefícios e os riscos envolvidos na IA generativa. Nesse sentido é importante estabelecer princípios éticos e diretrizes de utilização que tenham em consideração os riscos específicos de cada caso”, destaca o mesmo estudo. 

Mas nem tudo é tecnológico. As empresas devem também “criar e manter um conjunto equilibrado de parcerias que permitam avançarem de uma forma mais rápida”. O último conselho é o foco, com as empresas a deverem contratar profissionais adequados para desenvolver ferramentas de IA Generativa para capacitar e educar o capital humano já existente, desafiando as competências técnicas. 

“Cada CEO deve trabalhar com a equipa executiva de modo a refletirem sobre onde e como participar. Alguns executivos podem decidir que a IA Generativa apresenta uma oportunidade de transformação para as suas empresas, oferecendo a possibilidade de reinventar tudo, desde a investigação e desenvolvimento até ao marketing, vendas e apoio ao cliente. Outros podem optar por começar gradualmente esta implementação e escalar no futuro. Uma vez tomada a decisão, existem abordagens técnicas que os especialistas em IA podem seguir para executar a estratégia, dependendo de cada caso e área.”, afirma Benjamin Vieira, sócio da McKinsey & Company.

Sendo um processo ainda caro, a McKinsey lembra que a falta de ação pode fazer com que uma empresa fique tecnologicamente para trás em relação à concorrência, o que pode dificultar o seu avanço no futuro.

“A tecnologia de IA generativa está a avançar rapidamente. Por exemplo, a OpenAI lançou a 13 de março o GPT-4, que oferece melhorias significativas, de 40%, em relação à precisão e mitigação de erros em comparação com o GPT-3.5. No entanto, ainda existem alguns CEO que são cautelosos ao lidar com este tipo de ferramenta e procuram conhecê-la melhor testando-a em alguns use cases antes de fazer grandes investimentos. Mas é certo que o ciclo de lançamento, a quantidade de startups e a rápida integração em aplicações de software existentes são notáveis. Estas ferramentas são ideais para automatizar, aumentar e acelerar o trabalho de qualquer empresa”, conclui Benjamin Vieira.

Relacionado

Estudo da CGI diz que aceleração tecnológica e digital é a macrotendência com maior impacto para gestores mundiais

Estudo da CGI diz que aceleração tecnológica e digital é a macrotendência com maior impacto para gestores mundiais

Maria Teixeira Alves2 Set
O relatório global, divulgado esta quarta-feira, 2 de setembro, baseia-se em entrevistas independentes a mais de 1.800 executivos das áreas de negócio e tecnológica — a maioria em cargos de direção —, identificando uma clara viragem do mercado rumo à engenharia e reengenharia digital para viabilizar e expandir o uso da IA.
PwC prevê que capex de infraestruturas de IA atinja os 31,6 biliões até 2050

PwC prevê que capex de infraestruturas de IA atinja os 31,6 biliões até 2050

Ruben Pires2 Set
Os Estados Unidos absorvem 48% do total das despesas de investimento (capex) ligadas a infraestruturas de IA, o equivalente a 15,1 biliões de dólares (13 biliões de euros), estima a consultora PwC. O relatório prevê que anualmente o investimento em infraestruturas de centros de dados passe de cerca de 800 mil milhões de dólares (690,8 mil milhões de euros) em 2026 para 1,8 biliões de dólares (1,5 biliões de euros) em 2050.
Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

"O estreito de Ormuz continua, em grande parte, fechado, as reservas estratégicas de petróleo e gás terão de ser repostas, a IA aumenta a procura de energia e o inverno aproxima-se no hemisfério norte", afirmou Kristalina Georgieva, na terça-feira 1 de setembro, no final da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.