A maior parte dos desempregados registados em março provém do sector dos serviços, nota a Randstad numa análise aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Serviço Público do Emprego Nacional (IEFP).
Segundo o IEFP, 72,8% do total de desempregados em março provém do setor dos serviços, dos quais 44,2% (84.525 pessoas) praticavam atividades imobiliárias, administrativas e de serviços de apoio.
Numa nota enviada à comunicação social, a Randstad realça que, no mesmo mês, se registou um ligeiro aumento do emprego (cerca de 1.800 pessoas face ao mês anterior, que corresponde a 0,04%), “o que revela um crescimento desacelerado, mas com tendência positiva”.
Quanto ao desemprego, a mesma nota, que cita dados do IEFP, aponta para menos 1.300 pessoas nessa situação em relação ao mês anterior, com a taxa de desemprego a manter-se mensalmente e aumentado interanualmente (6,9%).
Juliana Fragoso Simón, economista da Randstad, explica que “a origem setorial dos profissionais desempregados registados está relacionada com fatores como a incerteza global sobre a economia, a escassez de talento ou o comportamento ascendente de algumas variáveis macroeconómicas, isto é, a inflação”.
“No polo oposto ao sector dos serviços está o sector agrícola cujo número de desempregados equivale a 5,1%, fruto das expetativas sobre uma possível recessão técnica cada vez menos provável e da queda dos preços de energia, que impulsionam um cenário positivo em termos de emprego”, continua a mesma especialista, citada na mesma nota da Randstad.
Segundo registos dos centros nacionais de emprego, os pedidos de emprego diminuíram em 3.087 e os desempregados registados em -9.488 pessoas em março face a fevereiro”, tendo o comportamento interanual registado um decréscimo nas duas variáveis com um valor de -6,2% de pessoas desempregadas.
Quanto aos dados da zona euro e da União Europeia, a taxa de desemprego recuou, em março, para 6,5% e 6%, respetivamente, face ao mesmo mês de 2022, segundo o Eurostat.
De acordo com o boletim divulgado pelo serviço de estatísticas da UE, na zona euro, a taxa de desemprego recuou quer na variação homóloga (6,8%), quer na comparação com fevereiro (6,6%), fixando-se nos 6,5%.