Inflação fora de controlo na Argentina. Banco Central decide subida de 300 pontos

O Banco Central da Argentina decidiu subir em 300 pontos a taxa de política monetária, colocando as taxas de juro na casa dos 81%, de acordo com informação adiantada pela imprensa económica do país e repercutida esta sexta-feira no espanhol “El Economista”.

Inflação fora de controlo na Argentina. Banco Central decide subida de 300 pontos
Inflação fora de controlo na Argentina. Banco Central decide subida de 300 pontos

A inflação está fora de controlo na Argentina e se na Europa e nos EUA a dúvida é o ritmo de subida das taxas de juro, o banco central deste país sul-americano debate-se com decisões ainda mais difíceis. Enquanto na zona euro o ritmo de subida é de 50 em 50 pontos básicos (com consequências evidentes para a carteira das famílias), na Argentina esse ritmo vai casa das centenas.

O Banco Central da Argentina decidiu subir em 300 pontos a taxa de política monetária, colocando as taxas de juro na casa dos 81%, de acordo com informação adiantada pela imprensa económica do país e repercutida esta sexta-feira no espanhol “El Economista”.

A perspetiva de nova subida das taxas de juro é conhecida uma semana depois de se conhecerem os detalhes do quadro inflacionista na Argentina referentes ao mês de março: a inflação subiu 104,3% em comparação com o mesmo mês de 2022 e mais duas décimas do que em fevereiro, mês em que este dado chegou a uns impressionantes três dígitos. Por outro lado, a inflação mensal foi de 7,7%, a maior cifra registada no último ano.

Após o Banco Central deste país ter mantido as taxas de juro em 75% durante seis meses, o regulador começou a optar por subidas mais drásticas. A última decisão teve lugar a 16 de março e passou por elevar a taxa para 78% com uma nova subida de 300 pontos.

Relacionado

Inflação aumenta para 3,3% em agosto com subida de 12,2% nos combustíveis

Inflação aumenta para 3,3% em agosto com subida de 12,2% nos combustíveis

Ruben Pires31 Ago
São mais 0,3 pontos percentuais face a julho. "A aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis", diz o INE. "A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho)", acrescentou.