No passado mês de fevereiro, os gastos dos turistas portugueses no estrangeiro em um mês atingiu o montante mais elevado de sempre (desde que há registos, 1996): segundo dados do Banco de Portugal, atingiram os 298 milhões de euros. No acumulado dos dois meses, os valores aproximam-se dos 600 milhões, o que quer dizer que os gastos de janeiro estão também eles muito próximos do recorde.
Estes dados fazem manchete na edição desta sexta-feira do “Negócios”.
Comparando com o mês de fevereiro do ano passado, os gastos no exterior aumentaram 37% face aos 217,6 milhões de euros deixados pelos portugueses fora das fronteiras. O passado mês de fevereiro ganha por larga margem ao homólogo pré-pandemia: em fevereiro de 2019 o indicador chegou aos 268,34 milhões de euros, o que quer dizer que os 300 milhões são quase mais 12%.
Os gastos considerados “incluem despesas em alojamento, serviços de alimentação e restauração, culturais e de lazer, entre outros”, mas não incluem “transporte na deslocação ao país visitado.
No fluxo contrário também há recordes a serem batidos: os gastos dos turistas estrangeiros em Portugal atingiram 1,2 mil milhões de euros – “o valor mais elevado da série para um mês de fevereiro”. A comparação com o homólogo pré-pandemia também é favorável a 2023: em fevereiro de 2019, os turistas estrangeiros deixaram em Portugal um pouco menos de 850 milhões de euros – o que quer dizer que os 1,2 mil milhões em referência compreendem um aumento de 41,8%. O acumulado dos dois primeiros meses de 2023 já somam mais de 2,4 mil milhões de euros, representando uma subida de 53,2% face aos dois primeiros meses do ano passado.
Refira-se ainda que o excedente externo registado em janeiro foi de 513 milhões de euros, o melhor registo para um primeiro mês do ano desde o início da série do Banco de Portugal, tendo atingido em fevereiro os 345 milhões – que comparam com um défice de 813 milhões registado em fevereiro de 2022.