“Ignora completamente a classe média”. PSD critica programa “Mais Apoio”

"É importante recordar que aquilo que o Governo está a fazer é perpetuar o empobrecimento dos portugueses", disse Joaquim Miranda Sarmento sobre as medidas apresentadas esta sexta-feira por Fernando Medina.

“Ignora completamente a classe média”. PSD critica programa “Mais Apoio”
Joaquim Miranda Sarmento | Cristina Bernardo

O líder do grupo parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, direcionou algumas críticas ao programa “Mais Apoio”, anunciado esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Fernando Medina. “Este programa ignora completamente a classe média. É importante recordar aquilo que o Governo está a fazer é perpetuar o empobrecimento dos portugueses”, disse o deputado e líder parlamentar.

O Governo aprovou esta sexta-feira um novo conjunto de medidas que abrangem as famílias mais vulneráveis para fazer face ao aumento do custo de vida, que prevê a atribuição de 30 euros por mês por núcleo familiar, bem como 15 euros por criança, ambos a serem pagos trimestralmente, anunciou esta sexta-feira o ministro das Finanças.

O social democrata refere que “o Governo aumenta substancialmente a receita fiscal, o Governo cobra impostos aos portugueses como nunca foram cobrados e depois redistribui uma pequena parte desse aumento dos impostos”. “O programa já vem tarde, não olha para aquilo que a classe média precisa e é parco nas medidas”, considerou Joaquim Miranda Sarmento.

Preços dos alimentos: PSD acusa Governo de “hipocrisia”

O líder do PSD acusou ainda o Governo de “hipocrisia” no que diz respeito ao controlo dos preços dos bens alimentares. “Quando o PSD apresentou o programa de emergência social em setembro disse que o apoio às famílias mais vulneráveis tinha de ser exatamente no apoio ao cabaz alimentar”, frisou.

Além disso, Joaquim Miranda Sarmento afirmou que nada se sabe sobre “o acordo que está a ser feito” com o sector da distribuição, bem como “que bens do cabaz alimentar é que vão ver reduzido a taxa de IVA de 6 para 0%”.

A par com o IVA zero nos bens essenciais, o Governo anunciou igualmente aumento salarial adicional de 1% aos funcionários públicos, bem como apoio de 30 euros por mês para as famílias mais vulneráveis e aumento do abono.

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