O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social divulgou dados, apresentados esta segunda-feira pela “TSF”, sobre o número de trabalhadores com baixa médica e as suas condições. De acordo o gabinete da secretária de Estado Cláudia Joaquim, no ano passado, um em cada cinco trabalhadores com baixa médica podia trabalhar.
Na sequência do plano de combate à fraude e evasão das contribuições e prestações, que levou ao reforço das juntas médicas, concluiu-se que, em 2016, dos 17518 indivíduos avaliados (beneficiários do subsídio de doença), cerca de 21% (3735) foram considerados aptos para o trabalho, o que levou a que deixassem de ser subsidiados.
Esta avaliação, correspondente a uma inspeção extraordinária, teve como alvo os trabalhadores de baixa que há 40 ou mais dias não eram sujeitos a qualquer exame por parte do Serviço de Verificação de Incapacidades Temporárias, o grupo de profissionais de saúde encarregue de avaliar o grau de incapacidade do trabalhador.
À margem dessa fiscalização por parte do Governo, revelou-se, agora, que dos 21 mil trabalhadores convocados, aproximadamente 16% não compareceram, sem que fossem apresentadas justificações sobre se já tinham regressado ao trabalho, informa a rádio.
No ano passado, realizaram-se mais de 262 mil inspeções (extraordinárias e regulares), um valor que representa um acréscimo de 19% face ao registado em 2015.