O Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV) tem em curso uma série ações de capacitação na área da saúde pública, que deverá chegar a cerca de 300 operadores turísticos nas ilhas do Sal, Boa Vista e Fogo.
O ciclo de formações, executado em articulação com entidades públicas e operadores privados, teve início em janeiro e deverá prolongar-se até ao mês de abril, visando “garantir a saúde pública e reforçar a confiança no destino”, lê-se num comunicado emitido pela mesma entidade. Trata-se de uma abordagem integrada que combina formação, fiscalização e monitorização contínua.
Este investimento reforçado na segurança sanitária acontece numa altura em que são conhecidos vários casos de infeções gastrointestinais entre turistas que se encontravam na ilha do Sal, levando o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças a emitir recomendações devido a um “risco moderado” de infeções gastrointestinais em Santa Maria, no sul daquela ilha.
“Estas formações inserem-se numa estratégia clara de reforço da confiança no destino, garantindo que todos os operadores turísticos estão alinhados com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar e preparados para responder com rigor a qualquer situação”, justifica Jair Fernandes, presidente do ITCV.
A primeira fase do programa nacional de formação em normas HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos) teve lugar na ilha do Sal e chegou a cerca de 90 profissionais dos setores da hotelaria e restauração, “reforçando competências na prevenção de riscos alimentares, controlo de qualidade e boas práticas de higiene ao longo de toda a cadeia de manipulação de alimentos”, acrescenta a mesma nota.
De acordo com o ITCV, as autoridades cabo-verdianas “intensificaram os mecanismos de vigilância sanitária, incluindo o envio de equipas técnicas especializadas às ilhas do Sal e da Boa Vista, com o objetivo de analisar possíveis focos de contaminação e garantir uma resposta rápida e eficaz, em articulação com os serviços de saúde pública e entidades reguladoras”.