A Transportes Metropolitanos de Lisboa e a Transportes Intermodais do Porto anunciaram esta quarta-feira que assinaram protocolos de cooperação com a Empresa Nacional de Bilhética em Angola, tendo em vista a promoção de “um intercâmbio de ideias e experiências nos domínios dos transportes”.
Os protocolos foram assinados ontem, terça-feira, na presença do Secretário de Estado dos Transportes de Angola, Jorge Bengue Calumbo, “no sentido de estabelecer mecanismos que tornem possível a participação conjunta em estudos em áreas de interesse comum”, refere um comunicado conjunto enviado à imprensa.
Mário Nsingui Pedro, Presidente da ENBI, explica, citado na mesma nota, que “a qualidade e a eficiência dos transportes de passageiros em Angola, designadamente na sua capital, é um objetivo a cumprir com brevidade, porque os cidadãos precisam e merecem poder deslocar-se entre as suas casas e os seus trabalhos com mais celeridade e com mais conforto”.
“E as empresas que constituem o sistema nacional de transporte devem concentrar-se cada vez mais na prossecução desta missão, até para aumentarem as suas receitas. A cooperação com entidades estrangeiras, cuja experiência já deu frutos e é por demais conhecida, é bem-vinda e dela esperamos resultados concretos para que os transportes de passageiros em Angola estejam ao nível do que realmente precisamos”, esclarece o mesmo responsável.
Os protocolos celebrados visam desenvolver a cooperação e o intercâmbio de ideias e experiências nos domínios da mobilidade e dos transportes que tornem possível a participação conjunta em estudos, nomeadamente nas áreas de interesse comum, bem como o intercâmbio de formadores e especialistas com vista à partilha de conhecimento e à criação de sinergias no domínio da mobilidade urbana, é justificado no mesmo comunicado.
Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Transportes Metropolitanos de Lisboa, para Faustino Gomes, olha para o acordo como uma “parceria win-win, em que todos os parceiros ganham pela cooperação franca, pela troca de experiências e pela possibilidade de transferência de soluções que são importantes para as nossas empresas”.