Telpark lucra com subida das receitas e reforça rentabilidade no primeiro semestre

O negócio Off-Street voltou a ser o principal motor de crescimento, com receitas de 83,8 milhões de euros, mais 8% em termos homólogos. Já a área On-Street atingiu 32 milhões de euros, crescendo 4% em termos comparáveis.

Telpark lucra com subida das receitas e reforça rentabilidade no primeiro semestre
Telpark chega a Viseu

A Telpark encerrou o primeiro semestre de 2026 com receitas ajustadas de 115,8 milhões de euros, mais 5% do que no período homólogo, e um EBITDA ajustado de 61,5 milhões de euros, que cresceu 9%, impulsionando a margem EBITDA para 53,1%, divulgou hoje a empresa.

Em comunicado, a operadora de mobilidade urbana destaca ainda um desempenho operacional sólido, com crescimento like-for-like de 7%, num semestre marcado pelo avanço do negócio Off-Street, pela expansão da rede de carregamento elétrico e por investimentos em ativos estratégicos.

Negócio Off-Street significa a atividade de estacionamento fora da via pública, ou seja, em parques, garagens e outros espaços privados ou concessionados para estacionamento.

O negócio Off-Street voltou a ser o principal motor de crescimento, com receitas de 83,8 milhões de euros, mais 8% em termos homólogos. Já a área On-Street atingiu 32 milhões de euros, crescendo 4% em termos comparáveis.

A empresa refere que a digitalização continuou a sustentar a atividade, com a penetração digital na rotação Off-Street a atingir 26% e a aplicação Telpark a ultrapassar 6,6 milhões de utilizadores.

No semestre, a Telpark investiu 64,3 milhões de euros, com destaque para a aquisição do Centro Marbella, a parceria com o Atlético de Madrid para a nova Cidade do Desporto e o avanço das obras do parque Jaime I, em Benidorm.

A rede de carregamento elétrico superou 1.608 pontos e viu as receitas “praticamente duplicar” face ao mesmo período do ano anterior, segundo a empresa.

A Telpark concluiu em junho o refinanciamento integral da tranche de dívida a taxa fixa, no valor de 475 milhões de euros, através de uma nova emissão de 540 milhões de euros. A operação permitiu reforçar a liquidez e reembolsar a linha de crédito rotativa utilizada no início de julho.

“Encerrámos o semestre com um crescimento sólido, uma clara melhoria da rentabilidade e novos progressos nas áreas da digitalização, do carregamento elétrico e do investimento em ativos estratégicos”, afirmou o CEO, Pedro Agapito, citado no comunicado.

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