As conclusões de um estudo sobre medicamento para a perda de peso poderão ter travado a desvalorização da dinamarquesa Novo Nordisk. Resta saber até quando.
O jornal "Público" acrescenta que a elevada procura impulsionada por resultados clínicos promissores e pela partilha nas redes sociais levanta questões sobre sustentabilidade financeira caso venham a ser financiados pelo Estado.
Nos primeiros nove meses do ano a gigante farmacêutica apresentou um lucro de 72,75 milhões de coroas dinamarquesas (9,754 milhões de euros), o que representa um aumento de 18% face ao ano passado. Já as vendas cresceram 23% para 204,7 mil milhões de coroas dinamarquesas (27,45 mil milhões de euros).
O investimento de 20 mil milhões de euros tem como objetivo reforçar a capacidade de produção da Novo Nordisk e da Eli Lilly de medicamentos para a perda de peso.
Alavancada pelos bons resultados das vendas dos medicamentos para a perda de peso, Ozempic e Wegovy, a Novo Holdings, acionista maioritária da fabricante dinamarquesa de medicamentos, pretende investir cerca de 35 mil milhões de dólares até 2030.
Uma lei alemã com várias décadas de existência proíbe os planos de saúde públicos de pagar por medicamentos para perda de peso, colocando-os ao lado de comprimidos para impotência ou calvície.