Empresa que organiza a cimeira em Lisboa avança que há parceiros a reverter a decisão, mas as maiores tecnológicas mantêm a decisão que tomaram no fim de semana: a de não estarem presentes.
A Web Summit vai contar com "mais de 300 parceiros", alguns dos quais que estavam a ponderar a presença regressaram ao evento "e reverteram a sua decisão", afirmou hoje à Lusa fonte oficial sem avançar nomes.
O fundador da cimeira tecnológica anunciou que se demite do cargo de CEO da Web Summit com "efeito imediato" devido aos comentários sobre o conflito Israel-Hamas em que acusou Israel de "crimes de guerra". A debandada geral das empresas patrocinadoras, que se seguiu, levou à sua demissão.
A Amazon junta-se à Alphabet, Meta, Intel e Siemens, bem como a fundos de capitais que decidiram abandonar a cimeira tecnológica que decorre em Lisboa no mês de novembro.
A Google e a Meta são as mais recentes empresas a cancelar a participação na conferência, da qual eram parceiras. Declarações polémicas de Paddy Cosgrave, que Israel considerou como "ultrajantes", estão a levar a desistências todos os dias.
A empresa 'deep tech' criada por André Grilo, de 24 anos, dedica-se a comercializar soluções de cibersegurança relacionadas com computação quântica, elaboração de contratos inteligentes e dar workshops.
"Dezenas de empresas já cancelaram a sua participação nesta conferência, e encorajamos outras a fazê-lo", fez saber o Embaixador de Israel em Portugal numa publicação feita hoje na rede social X, deixando claro que "Israel não participará na conferência" que decorre entre os dias 13 e 16 de novembro.
"A Web Summit aterrou em Portugal quando decorria o ano de 2016, e o nosso crescimento ainda não parou. Estamos prontos para contratar 50 novas pessoas e juntá-las à nossa equipa no próximo ano", apontou Paddy Cosgrave esta quinta-feira, na abertura do escritório em Lisboa.
Pedro Sacramento, responsável de Programas e Operações da Startup Portugal, diz que algumas rondas de financiamento ainda podem não estar fechadas e, tradicionalmente, o segundo semestre traz montantes maiores. A menos de três meses da Web Summit, convida novas empresas a juntarem-se à iniciativa que as prepara para a conferência.
“Foi incrivelmente positivo, bem acima das minhas expectativas Vou para ser totalmente honesto. Conseguimos reunir com um grande distribuidor local que por sua vez já se vai reproduzir em parceiros do canal”, disse à Lusa, Ricardo Mendes, cofundador e CEO da Vawlt, uma startup portuguesa com nove funcionários que se encontra no Rio de Janeiro na Web Summit com a apoio da Startup Portugal.
“O mundo está a mudar, e a mudar rapidamente. Os BRICS, particularmente, vão ter um papel cada vez maior, de crescimento nas próximas décadas”, sublinhou, Paddy Cosgrave.
Entre os vários oradores estão ainda o secretário de Estado da Internacionalização português, Bernardo Ivo Cruz, vários atores e apresentadores brasileiros, a ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara, o ex-jogador da seleção portuguesa de futebol Deco e a apresentadora portuguesa Cristina Ferreira.
A partir desta terça-feira, a fintech convida os clientes em lista de espera a registarem-se definitivamente na app, que fica também disponível em todo o mercado brasileiro. O anúncio foi feito pelo CEO, Nik Storonsky, na Web Summit Rio.
"Após o sucesso das políticas de atração de empreendedores e investidores, o desafio do ecossistema português hoje é trazer profissionais qualificados", afirma o CEO, Renato Martins, que chega esta segunda-feira à Web Summit Rio.
A primeira edição desta conferência tecnológica fora da Europa começa esta segunda-feira e decorre até quinta-feira. Portugal estará representado por 25 startups e empresárias como Daniela Braga e Cristina Ferreira.
Das 25 jovens empresas que estarão na cimeira tecnológica do Rio de Janeiro, 14 participam ao abrigo do programa “Business Abroad” da Startup Portugal e as restantes viajam com o apoio da Câmara de Lisboa/Fábrica de Unicórnios ou registaram-se sozinhas.