Quando os centros históricos se enchem de menus turísticos, tuk-tuks e souvenirs iguais aos de qualquer cidade europeia, não estamos a vender Portugal: estamos a desqualificar o destino.
Devemos ambicionar que as nossas empresas públicas, nacionais e municipais, se tornem, num horizonte de médio prazo, tão eficazes, tão inovadoras e tão ágeis como as melhores das melhores.
Portugal precisa de um novo impulso, no âmbito desta tradição de convergência entre Economistas e Engenheiros, no sentido de introduzir de novo uma perspetiva estratégica na política industrial do País.
A indústria que devemos atrair para o nosso país não é aquela que se deslocou para países com mão de obra mais barata no final do século passado, mas sim uma indústria de elevado valor acrescentado.
O resultado das diversas eleições na Europa, e Portugal foi o último caso, evidencia uma insatisfação crescente face à classe política, que ignora consistentemente os problemas da sociedade.
Há que ousar transitar para patamares mais compatíveis com uma economia mais robusta e desenvolvida, o que, por sua vez, reforçará a solidez do Estado social.
Apesar das medidas de incentivo à capitalização das empresas irem no caminho certo, os desafios só poderão ser superados através do uso de instrumentos mais “interventivos”, os quais por sua vez exigem mudanças da mentalidade empresarial em geral.
O pagamento tornou-se muito mais do que a etapa pesada que as marcas retalhistas tentam subestimar. Diversas marcas conseguiram transformá-la num gerador de valor, adicionando-lhe serviços.