Nas cerimónias do Dia de Portugal, é comum ver figuras de Estado com um semblante de ateus forçados a assistir a uma cerimónia religiosa, numa atitude de indiferença e cinismo.
Sem confiança nas instituições, a sociedade definha e a democracia com ela. A atual situação é uma oportunidade de calibragem, de revisão do caminho que está a ser feito.
No limite, a tendência tecnocrática convive bem com um certo elitismo e paternalismo. E não se podendo confundi-la com a ameaça da autocracia, na verdade existe em ambas alguma alergia pela conceção democrática da política.