À entrada do Ministério da Saúde, em Lisboa, a presidente da Fnam, com quem o SIM tinha entregue anteriormente uma contraproposta conjunta, reagiu afirmando que a Federação não abdica do pacote de medidas que prevê, além do aumento salarial de 30%, a reposição das 35 horas de trabalho semanal, das 12 horas em serviço de urgência e reposição dos dias de férias.
“Destas negociações depende o futuro do SNS. Se o Governo não encontra uma forma de fixar profissionais de saúde, não haverá SNS”, sustentou a bloquista.
Sindicatos dos médicos continuam a pedir o aumento transversal de 30% nos salários. Até agora, o Governo cedeu na redução do horário semanal para 35 horas e no regresso às 12 horas de serviço de urgência.
No final de uma nova ronda negocial entre o Ministério da Saúde e o SIM e a Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que começou na terça-feira ao final da tarde e terminou pelas 00:00 de hoje, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, garantiu que “há uma grande vontade de chegar a acordo” sobre as questões salariais.
As negociações entre o Ministério da Saúde e o SIM e a FNAM iniciaram-se em 2022, mas a falta de acordo tem agudizado a luta dos médicos, com greves e declarações de escusa ao trabalho extraordinário.
As negociações entre o Ministério da Saúde e o SIM e a FNAM prosseguem este domingo. Manuel Pizarro, ministro da Saúde, destacou que o Governo fez uma "enorme aproximação" às pretensões dos clínicos.
"Num momento histórico de grande união dos médicos, juntos na luta por um acordo", a FNAM e o SIM reúnem esta quinta-feira à tarde e amanhã apresentam uma proposta conjunta a Manuel Pizarro. Ambos os sindicatos dizem-se disponíveis para assinar um acordo com o Governo, em que algumas medidas podem vir a ser faseadas.
Declarações do diretor do SNS não surpreendem o Sindicato Independente dos Médicos, dado que já tinha alertado para a situação que se verifica. Jorge Roque da Cunha diz ao JE que o ministro das Finanças tem de apostar no SNS e não pode ficar "inebriado pelo excedente".
As negociações mantêm-se apesar das partes parecerem muito distantes. O Governo propõe um aumento salarial de 1,6% mas os sindicatos contrapõem querem atualizações de 20% a 30%. Depois do "insulto da tutela" por parte de Manuel Pizarro, como apelidaram os médicos, só a contraproposta é "digna".
Os sindicatos rejeitaram a proposta de aumento de 1,6%, com o Governo a afirmar que apresentou propostas que representam um aumento de 24% da massa salarial dos médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Paralisação de três dias foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e decorre em simultâneo com uma greve ao trabalho extraordinário de um mês, iniciada na segunda-feira pelos médicos de família.
Convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), esta greve vai decorrer entre terça e quinta-feira com o objetivo de forçar o Governo a apresentar uma proposta concreta de revisão da grelha salarial, no âmbito das negociações que se iniciaram ainda em 2022, mas que não resultaram num acordo entre as partes.