O Centro Infantil Maria de Monserrate, em Lisboa, foi a primeira creche do mundo a testar a semana de trabalho de quatro dias (S4D) num projeto piloto.
Ana Mendes Godinho olha para a reforma laboral proposta pelo Governo como um conjunto de medidas que representam um "retrocesso civilizacional" que agravará a precariedade. "Não é com lógicas de criar reféns" que o país vai responder aos problemas do momento e do futuro, avisou a antiga ministra e candidata a Sintra, na conferência organizada pelo Jornal Económico sobre a reforma laboral, em Lisboa.
O relatório final do projeto-piloto revela que apenas quatro empresas voltaram atrás entre as 21 entidades que começaram a testar a semana de quatro dias no verão do ano passado.
"Nesta edição, os CTT vão implementar a semana de quatro dias, permitindo aos jovens estagiários conciliar esta experiência com as suas atividades de lazer", anuncia a empresa em comunicado.
É a ideia que ressalta do relatório apresentado por Pedro Gomes, professor de economia na Universidade de Londres, e Rita Fontinha, professora de gestão estratégica de recursos humanos na Universidade de Reading.
O relançar de uma discussão que agora se reveste de temas como a saúde mental e a alteração dos padrões de produtividade, dá sinais de que esta nova semana laboral é apenas um dos primeiros passos de um processo que veio para ficar.
Portugal junta-se a uma série de outros países europeus, como o Reino Unido, que já testaram a semana de trabalho de quatro dia. Projeto-piloto arranca esta segunda-feira e abrange cerca de mil trabalhadores.
Aumentar a produtividade, estimular a inovação e reduzir o absentismo. Estas são algumas das vantagens da semana de quatro dias, que será testada em 2023 por algumas empresas portuguesas. Veja a entrevista a Pedro Gomes, professor universitário, autor do livro “Sexta-feira é o novo sábado” e coordenador do projeto-piloto que vai pôr as empresas portuguesas a testar a semana mais curta.
Do ponto de vista de organização social, e para este modelo funcionar bem, teria de ser o mais extensivo possível e, para isso, o ideal seria ser decidido de cima para baixo.