A adaptação climática deverá ser competência estratégica, territorial e humana. Nenhuma empresa é resiliente sozinha se o território à sua volta for frágil.
Não é de todo descabido pensar-se na criação de um Fundo Soberano para fazer face a perdas e danos causados por desastres ambientais, que irão ocorrer no futuro e, consequentemente, incidir nas gerações futuras.
Será que Portugal não poderia ser um 'hub' de financiamento sustentável na Europa? Será que não conseguimos ter uma ambição maior do que apenas gerir os dinheiros do PRR?
Quem afirma que as alterações climáticas não são relevantes para a economia portuguesa, não só tem um grave problema de falta de informação, como está a prejudicar as empresas.
A União Europeia já definiu os critérios científicos que asseguram que uma atividade económica é verde, ou seja, que está alinhada com a transição para uma economia neutra em carbono.
Na exposição a particulares por via do crédito à habitação, a maior vulnerabilidade ao aumento dos preços da energia encontra-se nos escalões de rendimento mais baixo, conclui o Banco de Portugal no Relatório Anual sobre a Exposição do Setor Bancário ao Risco Climático.