Eu fico satisfeito de ver o primeiro-ministro – agora – utilizar os argumentos certos. Aprendeu no último ano – e bem – que Portugal cresce mais do que os seus parceiros da União Europeia e da Zona euro.
Segundo o boletim anual sobre a desigualdade de rendimentos na União Europeia (UE), com 12.266 PPC Portugal fica somente à frente da Grécia (10.841 PPC), Hungria (10.217 PPC), Roménia (10.033 PPC), Eslováquia (9.826 PPC) e Bulgária (9.671 PPC).
A classe média em geral, e a portuguesa em particular, tem assim pela frente um dilema: como adequar a despesa que aumenta significativamente a uma receita que se mantém ou diminui?