O Plano de Poupança Reforma pode ser uma solução eficaz e acessível para construir uma reserva financeira dedicada a esta fase da vida e um complemento essencial à futura pensão de reforma.
A descida dos juros nos depósitos bancários pode levar os portugueses a redirecionar o dinheiro para outros produtos, nomeadamente para os chamados Plano Poupança Reforma (PPR), afirma Valdemar Duarte, diretor-geral da Ageas Pensões.
Valdemar Duarte, diretor-geral da Ageas Pensões, considera que é preciso acelerar a criação de incentivos para os complementos de reforma, que incluem os PPR e os fundos de pensões, de maneira a que os portugueses possam ter uma pensão digna no futuro.
O ritmo de descida da remuneração dos depósitos a prazo está a ser mais célere do que o dos cortes de juros do BCE. A banca está a oferecer, em média, 1,605% nas aplicações a um ano, quase um ponto percentual abaixo da Euribor que ficou, em janeiro, nos 2,525%.
O ramo Vida cresceu 35,3% no ano passado, face ao período homólogo, à boleia de um aumento expressivo dos produtos de capitalização e dos chamados Planos Poupança Reforma (PPR).
A rentabilidade média anual dos Planos Poupança Reforma (PPR), na última década, foi de apenas 1,16%, mostra uma análise da Casa de Investimentos, revelando ainda que na grande maioria dos casos o retorno é inferior às comissões que são cobradas pelas entidades que gerem estes produtos de poupança.
A Associação Portuguesa de Seguradores alerta para a importância de o Governo fazer a transposição para a lei nacional de todas as regras referentes ao regulamento sobre o chamado PPR Europeu. Pede também mais incentivos fiscais face aos PPR tradicionais para tornar este produto de poupança atrativo tanto para as seguradoras como para os aforradores.
O Conselho de Ministro aprovou uma proposta de lei que alivia a tributação de instrumentos financeiros de poupança conferindo ao produto individual de reforma pan-europeu (PEPP) o benefício fiscal dos planos de poupança-reforma (PPR).
É muito importante os investidores posicionarem-se para o próximo ciclo de descida dos juros até 2026. Tal como é importante explicar, desde a primária, o que é o custo de oportunidade, o efeito tempo, efeito acumulação e fiscalidade.
O Estado devia proteger os cidadãos face a uma indústria financeira que comercializa PPR e outras aplicações que não remuneram devidamente as poupanças, defendeu a CEO da Casa de Investimentos.
A CEO da Casa de Investimentos sublinha, em entrevista ao JE, que há cada vez mais interesse na filosofia do investimento mas deixa críticas às instituições financeiras que durante anos não rentabilizam as poupanças dos clientes. "É inaceitável ter um PPR durante 23 anos e perder dinheiro", critica Emília Vieira.
Pensar no futuro é sempre importante, uma boa forma de fazer isso é investir num plano poupança reforma (PPR). De acordo com o Doutor Finanças este é um investimento que dão a possibilidade de "deduzir à coleta de IRS 20% dos montantes aplicados em cada ano".