Em Lisboa necessitamos de um governo local focado na resolução estrutural dos problemas urbanos e menos preocupado em comunicar lógicas populistas que não resolvem e que, com o tempo, os agravam.
Até 27 de julho, na Porto Academy, debate-se o papel da arquitetura na abordagem a questões ambientais e ao futuro das cidades. O arquiteto e urbanista francês Dominic Perrault, que projetou a Bibliothèque Nationale de France, diz-nos como pensar a cidade.
Lisboa já mudou, mas o desenvolvimento ainda não. Lisboa já não é, na prática, uma cidade monocêntrica, mas continua, muitas vezes, a ser pensada como se fosse.
Tentar resolver o problema da habitação em Lisboa sem olhar para toda a área envolvente, para os transportes (olhem para a mobilidade) ou para as infraestruturas não faz qualquer sentido. Nunca fez. Levamos tempo a aprender.
Arte e espaço público têm na cidade função de agregação social. Mas importa pensá-la. Criticamente e além da teoria. A nova edição “Outdoor Arts Portugal” trilha o caminho das respostas, sugere ações concretas e desafia ideias feitas sobre cultura, cidade e espaço público.
Se a Praça por todos associada ao poder central passasse a ser uma Praça da Cidadania, da Cultura e do Conhecimento, isso constituiria um sinal poderoso de para onde queremos ir e que tipo de país queremos ser.
A adesão do público ao Open House Lisboa tem crescido todos os anos, por isso, fique atento às propostas da 13ª edição, que no fim de semana de 11 e 12 de maio vão explorar as mudanças que se fazem sentir na cidade.
O projeto "The Future Design of Streets" é um exemplo do que se está a discutir em Portugal para, entre outros aspetos, reduzir a dependência de veículos motorizados e melhorar a qualidade de vida.
A mobilidade suave é fundamental para as cidades do século XXI, que enfrentam desafios relacionados com a saúde, meio ambiente e qualidade de vida. Deste modo, reclama-se o direito a estar a 15 minutos de tudo.
Os arquitetos sabem que não é possível arquitetar as relações humanas, mas podem definir as condições sob as quais estas acontecem. Uma rede forte de terceiros lugares nos bairros da cidade é vital para isso acontecer.