Número de pedidos apresentados pela primeira vez caiu 5% em termos homólogos, de acordo com o Eurostat. Alemanha mantém-se como o país recetor que mais pedidos de asilo recebe.
Os pedidos de asilo a Espanha aumentaram 37,3% no ano passado, para o maior número de sempre, e só a Alemanha e a França receberam mais solicitações dentro da UE (351.510 e 166.880, respetivamente), revelou o relatório anual da organização não-governamental Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR).
“No final de 2023, existiam em Portugal cerca de 1.300 requerentes de asilo, 3.800 refugiados e beneficiários de proteção subsidiária e 59.400 titulares de proteção temporária”, revelou hoje a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).
Em causa está, de acordo com o Eurostat, uma subida homóloga de 10%. Em setembro de setembro do ano passado, 89 370 cidadãos de países terceiros tinham solicitado proteção internacional na UE.
Segundo dados do Eurostat, em agosto foram registados 91.735 pedidos de asilo, sendo a maior parte destes pedidos feitos a países como a Alemanha, Espanha, França e Itália.
No ano passado, a Europa recebeu 966 mil novos pedidos de asilo, o número mais elevado desde 2016. Em Portugal, em maio, as autoridades registaram um aumento de 30% no número destes pedidos. Vasco Malta, chefe de Missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Portugal, comenta estes números e analisa a crise migratória na Europa em entrevista ao Jornal Económico.
Depois do pico atingido em 2015 e 2016, anos de guerra na Síria, os pedidos de asilo voltaram a subir de forma acentuada. Em ano de guerra na Ucrânia, quase metade dos pedidos de asilo que tiveram sucesso chegaram de cidadãos asiáticos e só 17% de cidadãos de países europeus de fora da UE.