O líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, anunciou hoje a demissão na sequência dos resultados das eleições autárquicas, nas quais perdeu uma das três presidências de câmaras municipais que detinha.
O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, defende que a rejeição do Programa de Governo, a votos na quinta-feira, seria um ato político "sem razão política substancial" que levaria a uma crise política política. "Não faz sentido mudar de rumo, e mudar para pior", afirmou Albuquerque, na Assembleia da Madeira.
"Temos sido o partido que mais tem denunciado publicamente situações muito pouco transparentes da gestão de Miguel Albuquerque à frente do Governo Regional. Não vamos dar tréguas e muito menos ser cúmplices de um regime que usa o poder para promover interesses que não os do povo. Connosco não", disse o líder regional do PS na Madeira, Paulo Cafôfo.
“Eu sempre disse que a Madeira é a minha causa, é a causa da minha vida e estaria onde fosse mais útil à minha região. E considero que é útil e o meu contributo é imprescindível na Assembleia Regional neste momento político tão difícil”, disse o líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo.
O líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, disse que não vão dialogar com PSD e Chega. O socialista disse que é possível um governo na Madeira, sem o PSD a liderá-lo, e apela à responsabilidade dos outros partidos.
PSD e PS admitem acordos com outras forças partidárias para assegurar governabilidade. Sondagem indica que não deve existir maioria absoluta e que PAN e CDU devem perder representação parlamentar.
O líder e candidato do PS Madeira às eleições regionais da Madeira, Paulo Cafôfo, considera que existe promiscuidade entre aquilo que é o Governo e o partido [PSD], e promete, caso o PS chegue ao Governo Regional, "que uma coisa é o partido e outra coisa é o Governo". Cafôfo diz que o que interessa ao PS é existir estabilidade na Região e que isso se consegue tendo o PS com capacidade de formar Governo.
“Temos de combater o discurso de ódio, de discriminação, o discurso de xenofobia, que foi aquilo a que assistimos na casa da democracia: um discurso xenófobo”, declarou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas à chegada a uma ação de campanha eleitoral no Funchal, na ilha da Madeira, com os cabeça de lista do partido às eleições regionais de 26 de maio e europeias de 09 de junho, Paulo Cafôfo e Marta Temido, respetivamente.
Depois de serem apresentadas aquelas que são as principais prioridades na economia o líder do executivo madeirense e o presidente do maior partido da oposição revelam ao eleitorado as medidas que propõem para a educação, habitação e saúde.
O líder socialista aborda os objetivos do partido para as eleições regionais da Madeira, marcadas para 26 de maio, e elenca os motivos para ainda não ter havido alternância no poder no executivo madeirense. Paulo Cafôfo revela com que forças políticas está disponível para dialogar e fazer acordos caso chegue à liderança do Governo da Região Autónoma da Madeira.
O líder dos socialistas Madeira salientou que os agricultores da Região são os que têm os rendimentos "mais baixos do país" e que a banana é o fruto fresco regional "mais mal pago".
A medida do PS permite que o financiamento bancário seja a 100% e em caso de incumprimento a Região vai assumir o crédito e contratualizar uma renda com a família ou a pessoa em causa.
O líder do PS Madeira considerou que a candidatura de Miguel Albuquerque, pelo PSD, às eleições regionais da Madeira, de 26 de maio, serve para defender o seu "próprio interesse" e a sua "própria pele" para não responder à justiça.
A lista do PS Madeira para as eleições regionais, de 26 de maio, será liderada por Paulo Cafôfo seguindo-se a secretária-geral, Marta Freitas, o presidente da Câmara Municipal de Machico, Ricardo Franco, a eurodeputada, Sara Cerdas, e o presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Emanuel Câmara.
“Esta decisão do senhor Presidente da República, de devolver aos madeirenses e porto-santenses o direito a escolher aquele que será o próximo Governo da Madeira, defende a democracia e o regular funcionamento das instituições democráticas”, disse Paulo Cafôfo.
O PS voltou a defender que o PSD "não tem legitimidade" para continuar a governar a Região e que devem existir eleições antecipadas. Para Cafôfo, a crise política na Madeira "não ficou resolvida" com as legislativas realizadas a 10 de março, nem os resultados do ato eleitoral "legitimaram" o executivo regional PSD/CDS-PP.
O PS referiu que a República atribuiu 5% das verbas do PRR à Madeira quando a Região tem 2,5% da população do país. Os socialistas prometeram rever o atual modelo de subsídio de mobilidade.
Pedro Nuno Santos disse que a Madeira "é uma região de primeira", pelo que não quis deixar de se deslocar à Região, ao contrário de Montenegro que veio à Madeira em setembro passado [aquando das eleições regionais da Madeira] "tentar colar-se a uma maioria absoluta que nunca aconteceu, mas agora não quer sequer aparecer cá".
"A Madeira não é uma colónia. Nós levamos sempre a sério a autonomia regional. Acreditamos e praticamos a autonomia regional. Ela não é um slogan para nós", disse o líder socialista, acrescentando que quando Luís Montenegro era líder parlamentar do PSD a Lei de Finanças Regionais não era respeitada.
O PS candidata o líder Paulo Cafôfo pelo círculo eleitoral da Madeira. Os socialistas defendem medidas como a revisão da lei das finanças regionais, habitação condigna, continuação da zona franca e registo internacional de navios e uso do diferencial fiscal nos impostos.
Candidato do JPP, que é presidente da Câmara de Santa Cruz, diz que vai ponderar se vai assumir o mandato caso seja eleito. Líder do PS não respondeu tal como o PSD/CDS-PP, que candidata o presidente da Câmara de Câmara de Lobos.