A grande transição não está em passar do uso de automóveis movidos a combustíveis fósseis para o de automóveis eléctricos, mas de ambos para transportes públicos com cada vez maior independência de combustíveis fósseis.
A CP deverá observar um aumento da procura pelo serviço abrangido pelo novo passe ferroviário verde. Em caso de perdas para a operadora, o Governo compromete-se a compensar a CP.
A partir desta segunda-feira já é possível adquirir o passe ferroviário, que permite que os utilizadores viagem em diversos comboios da CP por um preço mensal de 20 euros.
De acordo com um documento da CP a que a Lusa teve acesso, com o novo passe mensal de 20 euros será possível "viajar em qualquer percurso nos comboios Regionais e Urbanos de Coimbra, e na segunda classe dos Interregionais e Intercidades".
De acordo com um documento da CP, a que a Lusa teve acesso, o Passe Ferroviário Verde vai ser válido no serviço Intercidades, em segunda classe, “com reserva de lugar antecipada e obrigatória”, sendo que “a antecedência para a realização de cada reserva de lugar é no máximo de 24 horas” e “terá de ser feita nas bilheteiras da CP e nas novas Máquinas de Venda Automática instaladas nas estações da área Metropolitana de Lisboa".
“Para termos uma ideia do impacto financeiro deste Passe Nacional, 20 euros é menos que o bilhete de 2.ª classe num comboio Intercidades de Lisboa a Coimbra (21,3 euros em 2.ª classe; 26,85 euros em 1.ª classe)”, apontou a CT da CP – Comboios de Portugal, em comunicado enviado à imprensa.
O sindicato defendeu que quaisquer medidas “não poderão ser feitas avulso, mas sim inseridas num plano nacional de transportes, que tenha como objetivo a existência de um sistema a funcionar de forma integrada e complementar”.
A proposta do Livre foi aprovada durante as votações na especialidade da proposta de OE2024, com voto contra da IL, a abstenção do PSD e do Chega e a favor dos restantes partidos, na Comissão de Orçamento e Finanças.