Ao sair do cinema depois de revisitar no ecrã a obra de que todos falam ultimamente, dei por mim a pensar: como é que uma história com quase três mil anos continua a prender-nos e a dominar as conversas do dia a dia?
Depois de anos da febre Netflix, os portugueses e o mundo estão apaixonados novamente pelos grandes ecrãs de cinema, com a febre do filme sobre a epopeia de Ulisses. Filme já gerou mais de 920 milhões de dólares e não vai ficar por aqui. Empresa responsável por tecnologia de ecrãs gigantes bate recordes em bolsa.
Christopher Nolan adaptou ao cinema o poema épico de Homero, uma obra com mais de 2.800 anos. Há sessões de cinema esgotadas em todo o mundo, Portugal incluído, e muita curiosidade em torno das geografias onde o filme foi rodado.
Se este verão lhe apetecer trocar o all inclusive por uma odisseia digna de herói grego, há um culpado claro: Christopher Nolan. O realizador decidiu pegar em Homero, espalhá-lo por seis países e criar não só um dos filmes do ano, mas também um roteiro de viagem. Veja quais.
É certo que as humanidades vivem, desde há muito, uma crise, mas, ironicamente, é com um pouco da medida das ciências que facilmente se constata que a causa da sua crise tem pouco ou nada de geracional. Na verdade, as novas gerações estão a dar o corpo e o espírito às mais extraordinárias transições culturais, apesar dos riscos existenciais que as gerações mais velhas as têm exposto.