Oeiras vai investir mais de 30 milhões de euros em ciência, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos. A economia azul faz parte da estratégia que está alicerçada na criação de um dos maiores ecossistemas europeus dedicados à investigação e desenvolvimento no setor do mar.
Foi o primeiro presidente e CEO do Bezos Earth Fund, com um património de 10 mil milhões de dólares. Em 2024 recebeu o título de Cavaleiro [pelo Reino Unido]. Em entrevista ao JE, Andrew Steer destaca a influência que Portugal tem tido junto da União Europeia (UE) para que esta seja "mais ambiciosa" ao nível das zonas marinhas protegida.
O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, esteve reunido com o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, embaixador Alexandre Leitão, num encontro onde foram identificadas oportunidades de investimento para a Madeira e potenciais nichos de exportação de produtos regionais para os mercados asiáticos.
Financiar a cogestão não é um custo. É um investimento na preservação das espécies, na resiliência das comunidades que dependem do mar e na credibilidade das políticas públicas. A votação final global do OE para 2026 seria uma boa ocasião para corrigir esta falha.
Concursos resultam de contratos-programa assinados entre a FCT, as Universidades da Madeira e dos Açores e outras entidades e representam um investimento de 4,23 milhões de euros. Projetos são nas áreas do turismo e do mar e visam a valorização das regiões autónomas.
Portugal levou os oceanos como tema à Expo2025, e emergiu como um ator que soube conjugar identidade marítima, inovação sustentável e diplomacia cultural.
O objetivo europeu passa por ter 30% do oceano protegido até 2030. Atualmente Portugal possui 25% de áreas marinhas protegidas ficando bem posicionado para cumprir com o objetivo das instâncias europeias, assinala o CEO da Fundação Oceano Azul, Tiago Pitta e Cunha, ao Jornal Económico (JE).
Também conhecido como Acordo sobre a Biodiversidade Marinha das Áreas Fora da Jurisdição Nacional (BBNJ na sigla em inglês), necessita, para entrar em vigor, da ratificação de 60 países para entrar em vigor. Hoje, 51 tinham ratificado o tratado, incluindo Portugal.
A iniciativa aconteceu no âmbito da terceira Conferência da ONU sobre o Oceano (UNOC3), que esta semana decorreu em Nice, França, e que termina hoje, e foi divulgada pela associação portuguesa Último Recurso, uma das organizações subscritoras.
Os Açores já têm 30% do seu mar protegido, antecipando a meta das instâncias europeias que prevê essa percentagem até 2030. Em declarações ao Jornal Económico, o coordenador do Blue Azores explica os próximos passos que o arquipélago deve seguir para concluir, em termos legislativos, a implementação da rede de Áreas Marinhas Protegidas.
Num relatório produzido por uma equipa internacional de 11 investigadores são apresentadas 10 medidas consideradas fundamentais para a proteção do oceano profundo - definido como a água e o fundo abaixo dos 200 metros de profundidade -, começando pela regulação efetiva e eficaz das atividades humanas e pelo estabelecimento de uma comissão científica.
"Temos tido, nos últimos dez anos, taxas de crescimento de 10% ao ano nas exportações de bens para o Japão e no investimento direto estrangeiro (IDE) proveniente do Japão em Portugal e, portanto, se nós conseguirmos duplicar estes ritmos de crescimento, será extraordinário", afirmou durante a apresentação do Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka, que tem início no próximo domingo.
Tornar os sonhos realidade é uma tarefa árdua. Quando a aventura se transforma em pesadelo, sobreviver é uma luta sem tréguas. À deriva no Pacífico durante quatro meses, Maurice e Maralyn só se têm um ao outro. Uma história de amor pela pena de Sophie Elmhirst.
Portugal e Espanha têm a oportunidade de mostrar à Europa e ao mundo que a conservação da natureza através da cooperação é possível. Mas, para isso, é necessário mais do que discursos e protocolos.
“O mundo precisa do engajamento europeu e a Europa deve aproximar-se dos seus parceiros. Deve dialogar com as instituições multilaterais para abordar os nossos desafios comuns. Dialogar com uma vasta rede de parceiros a fim de evitar uma confrontação entre blocos. Reconhecer que o norte e o sul são ambos plurais”, disse António Costa em Paris, na sessão de abertura da iniciativa SOS Oceano.
Lançado no evento SOS Oceano em Paris, como preparação para a terceira conferência dos oceanos das Nações Unidas (UNOC3), que se realiza em Nice em junho, o manifesto dirige-se a todos os que “vão decidir e agir pelo oceano” e pede que se atue: “Temos de agir. Temos de agir pelo oceano. Temos de agir com o oceano. Temos de agir no oceano”.
"As bases estabelecidas na Conferência dos Oceanos da ONU (UNOC2) permitiram-nos alcançar resultados decisivos e, à medida que olhamos para a UNOC3 em Nice, levaremos essa ambição adiante. A UNOC2 foi um momento de consciência coletiva, onde muitas nações se comprometeram a proteger 30% do oceano – uma luta ambiciosa e heroica. Agora, devemos transformar esse compromisso em ação, com Nice no horizonte", disse Emmanuel Macron.
Em entrevista ao Jornal Económico (JE), o CEO da Fundação Oceano Azul, Tiago Pitta e Cunha, aborda esta parceria estratégica, avalia as políticas públicas que têm existido em Portugal e dá conta da vaga de inovação que o país tem tido ao nível da bioeconomia e da economia do mar. Deixa também o recado de que Portugal necessita de dar um passo determinante, no sentido de construir uma política externa nos oceanos, e que este ano pode ser um ano de ouro para dar esse passo.
Esta terça-feira são formalizados os meios que serão necessários para a implementação desta rede bem como para a continuação do programa Blue Azores, com o intuito de se proteger os ecossistemas marinhos vitais e recursos naturais dos Açores.