Direção executiva do SNS defende que a única solução para o problema de falta de obstetras no país é avançar para urgências regionais, pontos únicos de atendimento em cada região. Álvaro Almeida defende que houve este verão menos 35 % de encerramentos de urgências de obstetrícia no país.
As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.
Crise nas urgências de obstetrícia volta a agudizar-se e deverá agravar-se quando os médicos atingirem o limite das horas extra. “Níveis de ansiedade das grávidas” são elevados, diz associação.
Este sábado, 14 de setembro, estão encerrados os serviços de urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, do Hospital de Braga, do Hospital Distrital de Santarém, do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e do Hospital Santo André, em Leiria.
O presidente do conselho de administração, José Bento, disse que só um "reforço das equipas tem permitido responder ao aumento do número de partos e de atendimentos".
O hospital de São Bernardo, em Setúbal, o hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, o hospital de Vila Franca de Xira, o hospital das Caldas da Rainha e o hospital de Santo André, em Leiria, vão ter as suas urgências de ginecologia e obstetrícia fechadas durante os dias 10 e 11 de agosto.
“Gostaríamos muito de avançar com um CRI [Centro de Responsabilidade Integrado] nesta área”, disse Ana Paula Martins durante uma audição na comissão parlamentar de Saúde, adiantando que os CRI previstos com equipas dedicadas à Urgência e à Saúde Mental são para continuar, mas têm que ser avaliados.
Segundo avançou o diretor de serviço à Rádio Renascença, o internamento de doentes foi reativado durante a tarde de hoje, porque pelo menos duas camas ficaram livres.
Um despacho hoje publicado em Diário da República indica que, entre terça-feira e 31 de março de 2024, os médicos do serviço de obstetrícia ginecologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) são, excecional e temporariamente, colocados em regime de mobilidade.
Para a totalidade do projeto, está prevista a remodelação da urgência de obstetrícia e ginecologia e a construção de 12 novos quartos de parto, dois blocos operatórios e uma sala de observações na nova maternidade do Hospital de Santa Maria.
É a opinião do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, partilhada com os deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, durante uma audição, a requerimento do PSD, sobre o encerramento de blocos de partos na Região de Lisboa e Vale do Tejo.
O ministro da Saúde afirmou hoje que a maternidade do Hospital de Santa Maria (Lisboa) “está a funcionar em pleno”, mas reconheceu que se vive um “período de conflitualidade” entre a administração e médicos do serviço de obstetrícia.
Ordem dos Médicos da Região decidiu não se pronunciar sobre o assunto e o SESARAM optou por não responder. Por sua vez, a Ordem dos Enfermeiros diz não ter recebido queixas.