Tenho criticado a maneira como, actualmente, gerimos os fundos europeus, centrados apenas na plena execução financeira e não na qualidade dos projetos financiados.
Durante décadas, os fundos europeus foram apresentados como motor de convergência, modernização e prosperidade. Nuno Palma, historiador económico com experiência internacional e atento observador do caso português, defende o contrário, diz que criaram dependência, distorceram prioridades, premiaram a má governação e travaram reformas decisivas.
Estudo do ISCTE também mostra que o poder da elite económica depende mais do contexto institucional do que das dinâmicas globais de capital. JE avança em primeira mão as conclusões que o investigador Nuno Palma ajuda a compreender. “As grandes empresas familiares protegem-se muito bem", afirma, o professor da Universidade de Manchester.