Colonatos ilegais, invasão militar e crise humanitária levaram o fundo norueguês a agir para cortar laços com Telavive. Fundo rejeita desinvestimento total em Israel e diz estar a seguir regras éticas.
Em causa está a atualização das normas do conselho ética do fundo norueguês, que alarga a definição de conduta empresarial e, com ela, o rol de empresas passíveis de serem excluídas. De acordo com o maior fundo soberano do mundo, cujas regras de ética são definidas pelo Parlamento da Noruega, a venda de armas a um Estado que viola o direito internacional pode levar a desinvestimentos.
O Norges Bank comunicou à EDP que aumentou a respetiva participação de 4,95% para 5,06% do capital social e dos respetivos direitos de voto da EDP. O patamar de 5% foi ultrapassado no dia 14 de junho de 2024.
No dia 10 de abril de 2024, o Norges Bank reduziu a sua participação de 5,02% para 4,95% do capital social e dos respetivos direitos de voto da EDP, "tendo tal operação sido realizada no dia 9 de abril de 2024".
A informação foi partilhada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quinta-feira, pela EDP, que revela também que a operação realizou-se na passada terça-feira, dia 2 de abril.
O Norges Bank ultrapassou a marca dos 5% em participação no capital social da energética, de acordo com a informação conhecida esta terça-feira, após o encerramento dos mercados.
Apesar da pausa helvética, os responsáveis do banco central deixaram a porta aberta para novas subidas. Suecos e noruegueses subiram as taxas com 25 pontos base e deixam a possibilidade de voltar a fazê-lo nas próximas reuniões.
No início do mês, o Norges Bank aumentou a sua participação no banco suíço para 5%, superando na estrutura acionista os fundos de investimento americanos BlackRock (que tem 4,92%) e Artisan Partners (que tem pouco mais de 3%).