“Este acontecimento é negativo para o crédito”, ou seja, para a notação do país, declarou a Moody's, num comunicado publicado na noite de quarta-feira.
"Este foi o melhor desempenho entre os nossos operadores rodoviários europeus avaliados", destaca a Moody's. No entanto, atenuando os pontos fortes, o rating da BCR leva também em conta algumas necessidades de refinanciamento da empresa.
A agência subiu o rating para 'A3', mas reduziu as perspetivas económicas da economia portuguesa para 'estáveis', depois da subida efetuada em maio. Trata-se de uma tomada de decisão em linha com a expectativa gerada e com as subidas de notação de outras homólogas.
Apesar do cenário de eleições legislativas antecipadas, Filipe Garcia defende em declarações ao JE que a Moody's tem esta sexta-feira uma boa oportunidade para mostrar que privilegia um OE que "prevê equilíbrio entre receitas e despesas".
A Moody's visou bancos de média e grande dimensão dos Estados Unidos, baixando o 'rating' a uns e colocando os outros sob aviso. As reações dos investidores não se fizeram esperar.
A agência cortou no rating atribuído a vários bancos de média dimensão nos Estados Unidos, a que juntou grandes bancos que passam a estar sob revisão. O que está em causa e quais os efeitos destas medidas?
"A ação de rating também tem em conta a reduzida flexibilidade financeira da empresa, devido ao recente pagamento de dividendos de 320 milhões de euros, e a sua fraca geração de fluxo de caixa livre, que será ainda mais pressionada pelo aumento do custo da dívida", diz a Moody's.
A Moody’s, que avalia atualmente o ‘rating’ de Portugal em ‘Baa2’, com perspetiva estável, tem prevista para sexta-feira uma avaliação à dívida soberana portuguesa.
Com o regresso da TAP aos lucros cinco anos depois, a Moody's analisou o relatório e contas e reviu em alta os ratings da companhia aérea. A "forte melhoria dos resultados operacionais" foi, de acordo com a empresa, fundamental para esta revisão em alta.