Parlamento da Madeira aprovou, por unanimidade, uma resolução que recomenda ao Governo Regional a possibilidade de os contribuintes recorrerem ao CAAD. Com 15 anos de atraso.
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, voltou a reforçar a necessidade de se "continuar a dialogar", e alertou para a necessidade de se "ultrapassar este impasse" político na Região que "não serve ninguém, muito menos a população".
"Maquiavel para Principiantes", o podcast semanal do JE da autoria do especialista em comunicação e cronista do "Jornal Económico", Rui Calafate, pode ser ouvido em plataformas multimédia como Apple Podcasts e Spotify.
O responsável social-democrata argumentou que essa foi a “conclusão que o senhor representante tirou” depois de ouvir os vários partidos, sugerindo levar em conta o que os elementos das diferentes forças eleitas afirmaram após os encontros.
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O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, defende que a rejeição do Programa de Governo, a votos na quinta-feira, seria um ato político "sem razão política substancial" que levaria a uma crise política política. "Não faz sentido mudar de rumo, e mudar para pior", afirmou Albuquerque, na Assembleia da Madeira.
“Nós, neste momento, temos todas as condições para ter o Programa de Governo aprovado, até porque o Programa que vamos hoje apresentar contempla um conjunto de iniciativas e de projetos que estão consubstanciados num grande número de Programas dos próprios partidos da oposição”, disse o governante madeirense aos jornalistas, à margem de uma visita a um restaurante no concelho da Calheta, na zona oeste da Madeira.
"Temos sido o partido que mais tem denunciado publicamente situações muito pouco transparentes da gestão de Miguel Albuquerque à frente do Governo Regional. Não vamos dar tréguas e muito menos ser cúmplices de um regime que usa o poder para promover interesses que não os do povo. Connosco não", disse o líder regional do PS na Madeira, Paulo Cafôfo.
Defende que o primeiro desafio é o "combate aos radicalismos, à propagação do ódio e à profusão da ignorância", sem esquecer, no entanto, o objetivo de contribuir para o "crescimento económico", destacando o importante papel da "reindustrialização" para que a Europa se fortaleça economicamente.
O Representante da República considerou que Albuquerque terá condições para ver programa aprovado e que a solução PS e JPP “não tem hipótese de ter sucesso”. O Chega decidirá.
O líder do Chega, André Ventura, defendeu que "não deve" existir apoio ao PSD, liderado por Miguel Albuquerque, e voltou a afirmar que o PSD deve indicar outro presidente para o Governo Regional da Madeira sobre o qual não recaiam suspeitas de corrupção.
“Para o Programa do Governo precisamos de uma maioria simples, como é evidente, e nós contamos com que os partidos que dizem que são antissocialistas não vão alinhar com o socialismo para derrubar o governo”, afirmou Miguel Albuquerque.
PSD e CDS-PP alcançaram acordo parlamentar. A solução apresentada foi suficiente para convencer o Representante da República, que considerou existirem condições para aprovar o Programa de Governo no parlamento regional. Sobre a solução governativa que junta PS e JPP, Ireneu Barreto sente que "não tem qualquer hipótese de ter sucesso".
"Este encurtamento de prazos e esta sequência de procedimentos regimentais e estatutários tem a ver com a necessidade de normalizar a vida política regional e de termos um Governo rapidamente empossado e a aprovação do orçamento antes das férias parlamentares", disse o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues.
"A não ser que Miguel Albuquerque esteja disposto a abraçar integralmente todos os pontos apresentados [no nosso caderno de encargos, a sua afirmação é falsa", disse a Iniciativa Liberal Madeira.
Ireneu Barreto disse que o líder do PSD/Madeira vai ser indigitado na quarta-feira às 12:00 no Palácio de São Lourenço, a residência oficial do representante da República no Funchal, explicando que a escolha se deve ao facto de considerar que “terá todas as condições de ver o seu programa aprovado na Assembleia Legislativa”.
A sondagem feita à boca das urnas dá entre 33% e 38% ao PSD, elegendo entre 16 e 21 deputados. Segue-se o PS que teria entre 21% e 25%, elegendo 11 a 14 deputados, o Juntos Pelo Povo (JPP) teria entre 16% e 19%, elegendo ente sete e 10 deputados, o Chega teria entre 8% e 11% e elegendo entre três e cinco deputados, e o CDS-PP atingiria entre 2% e 5% de votação, elegendo entre um a dois deputados.
A região vai a votos pela terceira vez em menos de um ano e em jogo está o novo governo regional. O atual governante apelou ao voto dos madeirenses e portosantenses, mas reconheceu que "as pessoas estão cansadas" de ir às urnas.
PSD e PS admitem acordos com outras forças partidárias para assegurar governabilidade. Sondagem indica que não deve existir maioria absoluta e que PAN e CDU devem perder representação parlamentar.