"Espera-se que o acordo aumente a receita do Grupo Menzies em 20%, para mais de 3,1 mil milhões de dólares, com base nos números do ano fiscal de 2024", anuncia o grupo que em Portugal comprou a Groundforce.
O ST acusou a SPdH/Menzies e a administração da TAP de continuarem a “ignorar os reais problemas dos trabalhadores sujeitando-os a salários de miséria, não pagando componentes remuneratórias em divida”.
As paralisações dos trabalhadores da Menzies vão decorrer em períodos alternados entre 3 de setembro e 2 de janeiro de 2026, incluindo fins de semana prolongados, Natal e Ano Novo.
A Menzies (ex-Groundforce) disse este domingo não ter feito “qualquer acordo, negociação ou concessão” para a retirada do pré-aviso de greve do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) nos aeroportos.
Segundos os dados consultados pela Lusa no 'site' da ANA -- Aeroportos de Portugal, entre partidas e chegadas, eram já 18 os voos cancelados, tendo fonte do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) assegurado que, destes, perto de 90% se deviam à paralisação.
“Esta greve é o resultado direto da intransigência da administração da Menzies, representada pelo seu vice-presidente Rui Gomes, que optou pelo confronto em vez do diálogo, recusando soluções que respeitassem os direitos dos trabalhadores e os interesses do país”, acusou o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), em comunicado divulgado esta quinta-feira.
Em comunicado a empresa refere que já foram implementados “planos de contingência robustos”, contudo a empresa manifesta a sua preocupação “com o facto de os serviços mínimos definidos serem insuficientes, com impacto num período crítico para o turismo e para a economia nacional”.
O júri do concurso está a finalizar o relatório preliminar que hierarquiza as três propostas ao concurso das licenças de handling lançado pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC). Segundo fontes, a Menzies (ex-Groundforce) está à frente na avaliação do júri que consta do relatório preliminar.
A greve abrange todos os aeroportos portugueses. O primeiro período de greve será entre as 00h00 horas já desta sexta-feira dia 25 de julho e as 24 horas do dia 28 de julho, ou seja, entre uma sexta-feira e a segunda-feira seguinte. A estrutura é replicada pelos quatro períodos de agosto.
"Aproximadamente 160 colaboradores aceitaram uma oferta de demissão voluntária da empresa e 10 funções de apoio empresarial foram identificadas como redundantes", anuncia a empresa que está desta forma a confirmar que o despedimento coletivo na Menzies Aviation Portugal, antiga Groundforce, vai abranger dez trabalhadores.
Entre meados de 2024 e primeiro trimestre de 2025, a SPdH celebrou cerca de 140 acordos de revogação de contratos de trabalho. Não sendo suficiente para o objetivo de 300, a empresa vai recorrer ao despedimento coletivo ou extinção do posto de trabalho, em nome da "sustentabilidade económica e financeira", segundo a carta da Menzies Portugal.
A SPdH/Menzies anunciou que passaria a cobrar o estacionamento aos trabalhadores, o que resultou num pré-aviso de greve com início previsto para 1 de março.
Júri do concurso público para atribuição de licenças de ‘handling’ nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro escolhe quatro candidatos para passarem à fase seguinte.
O concurso público para as licenças de handling está em curso, mas tem de estar concluído antes de abril de 2025. A decisão da ANAC sobre a fase de qualificação deveria ter sido proferida no início de janeiro, no entanto, o prazo derrapou.
“Lamentamos que a direção da SPdH continue o seu estado de negação, e nos tenha encaminhado para soluções judiciais em vez de tentar resolver as nossas diferenças internamente”, escreveu o sindicado no comunicado enviado à Lusa.
A greve dos trabalhadores da Menzies nos aeroportos teve 50% de adesão esta manhã, sem qualquer voo cancelado, com o sindicato a lamentar que os colaboradores estejam contentes com a sua situação, mas a mostrar-se de “consciência tranquila”.
A Menzies Aviation Portugal (dona da Groundforce) considerou hoje infundadas e injustas as alegações de salários baixos que motivam a greve deste fim de semana, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (Sttamp).