Após a tragédia do Elevador da Glória, Lisboa vai continuar a seguir o seu caminho. Mas esse caminho já não será tão inocente. Já não viveremos na crença absurda de que talvez nada volte a acontecer em Lisboa.
A classe intelectual portuguesa debatia-se com esta questão de se ter tornado num país secundário na Ordem Internacional, apesar de toda uma história de descoberta que tinha feito de Portugal um dos países mais avançados e com mais conhecimento acumulado.
Durante algum tempo, parecia que o teletrabalho e o trabalho remoto seriam a nova norma, mas parece ter chegado o momento do retrocesso nestas dinâmicas, à medida que – e apesar da nova Agenda do Trabalho Digno, que reforça os direitos dos trabalhadores em teletrabalho – cada vez mais empresas exigem um retorno do trabalho presencial.
A consequência maior da liberalização acentuada da nossa lei da nacionalidade é esta: Portugal está a ir demasiado na direcção legal, a ligação à nação apenas através de um documento, e a afastar-se demasiado da direcção cultural.