O impacto de 62,7 milhões pelo fim antecipado do mecanismo de capitalização contingente e as provisões para reestruturação vão impedir os lucros do Novobanco de crescerem em 2024.
Detalha o JE que o impacto já contabilizado, acima dos 60 milhões de euros, mas também as provisões para reestruturação, vão manter os lucros perto dos 700 milhões de euros, devendo o valor total ficar aquém dos números alcançados no ano anterior.
O mecanismo de capitalização contingente (CCA, na sigla em inglês) está prestes a chegar ao fim, garante Mark Bourke, CEO do Novobanco, numa altura em que esta decisão está nas mãos do Ministério das Finanças.
O banco cedeu às exigências do Fundo de Resolução para chegar a um acordo para o fim antecipado do CCA, nomeadamente um desconto de quase 60% ao valor que tinha a receber em resultado do processo sobre a aplicação da IFRS9 e mais de 200 milhões da injeção de capital de 2021.
O princípio de acordo entre o Fundo de Resolução e o Novobanco já está do lado do Ministério das Finanças, que terá de dar o aval para que seja possível o fim antecipado do mecanismo de capitalização contingente.
O Novobanco e o Fundo de Resolução estão a negociar o fim antecipado do mecanismo de capitalização contingente (CCA), podendo este terminar até ao final de setembro. O fundo reconhece que está a “avaliar” todas as possibilidades, mas quer garantir a “preservação dos seus recursos financeiros”.