Crise nas urgências de obstetrícia volta a agudizar-se e deverá agravar-se quando os médicos atingirem o limite das horas extra. “Níveis de ansiedade das grávidas” são elevados, diz associação.
Em conjunto, os hospitais da Luz, Lusíadas e CUF de Lisboa fizeram 4.926 partos, entre janeiro e junho, mais 20,6% que no mesmo período de 2022. Já os 13 hospitais públicos da região cresceram apenas 2,9%, totalizando pouco mais de 12 mil partos.
Desde o início de agosto, o bloco de partos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, encerrou para obras, e os serviços passarão para o Hospital de São Francisco Xavier. Recorde que maternidades vão encerrar durante o mês e em que dias.
Admitindo que “existe uma situação de conflitualidade que agravou o funcionamento do serviço”, o titular da pasta da Saúde disse que o Governo está a trabalhar para “ultrapassar esse clima que está instalado e arranjar uma solução mais estável”.
O ministro da Saúde afirmou hoje que a maternidade do Hospital de Santa Maria (Lisboa) “está a funcionar em pleno”, mas reconheceu que se vive um “período de conflitualidade” entre a administração e médicos do serviço de obstetrícia.
As maternidades públicas dispõem dos balcões Nascer Cidadão (que se irão manter), enquanto estes balcões encerraram nos hospitais privados e não foram reativados após a pandemia.
A maternidade das Caldas da Rainha encerra no primeiro dia de junho, enquanto a de Santa Maria fecha a 1 de agosto. O Governo admitiu realizar convenções com hospitais privados para reduzir pressão das maternidades públicas.
O sindicato acusa o Ministério da Saúde de estar a desmantelar "uma das jóias da coroa do SNS". A maternidade de Santa Maria encerra em agosto por um ano, enquanto a maternidade de Caldas da Rainha fecha entre junho e novembro.