O ricochete das sanções veio a dar-se numa Europa a perder competitividade e emprego, a deslocalizar e a fechar empresas, sobretudo as mais consumidoras de energia.
A informação foi avançada hoje pelo porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Inocêncio Impissa, com os dados preliminares da avaliação da segurança alimentar no período após a época chuvosa, realizada em março e abril em 11 milhões de cidadãos de 66 distritos.
A interdependência entre os desastres climáticos em Valencia e África é um reflexo de um sistema climático global em crise. Investimentos em infraestruturas resilientes e políticas de adaptação são essenciais para enfrentar esses desafios.
Ao invés de se erguerem muros para conter a migração, por que não investir em um desenvolvimento robusto que permita aos africanos prosperar em seus próprios países?
Pandemias, guerras e recessões não isentam os Estados da defender e honrar os direitos humanos, sendo que devem usar a tributação de multinacionais para financiar políticas que protejam os mais vulneráveis contra o aumento do custo de vida.
Se permitirmos que a fome seja de novo usada como arma de guerra, então já estamos a perder a guerra contra a Rússia com a nossa passividade. O que julgávamos ter ficado para trás, nos livros de História, pode tornar-se o novo normal.