O projeto be@t – Bioeconomy at Textiles voltou a afirmar-se como motor de mudança na indústria têxtil portuguesa com um desfile exclusivo realizado no Pátio da Galé, no âmbito da ModaLisboa
A descarbonização da indústria da moda e do luxo é uma necessidade urgente, segundo um relatório da Bain & Company, que revela que o setor representa 2% das emissões globais, com apenas 11% do mercado a seguir as metas de 2030. Estudo destaca ainda a importância da inteligência artificial para reduzir a sobreprodução e melhorar a eficiência do inventário.
Os números foram apresentados esta manhã aos jornalistas, na sede da empresa, em Barcelona, e respondem às metas do plano estratégico 2024-2026, com duas ambições-chave: alcançar uma faturação de 4000 milhões de euros e abrir 500 novas lojas até ao fecho dessa janela.
O sector da moda domina a principal artéria comercial de Lisboa, com mais de três em cada cinco das lojas que estão abertas. As rendas variam consoante a área dos espaços e chegam aos 200 euros por metro quadrado.
A utilização de Inteligência Artificial na indústria da moda vai ser o futuro, na opinião de Orlando Ribas Fernandes, CEO da empresa portuguesa Fashable, que trabalha com esta tecnologia e que a quer entregar à indústria um superpoder.
Inteligência Artificial, crise climática e turismo são segmentos que prometem impactar a indústria da moda. Numa altura em que a indústria veja 2024 com "incerteza", a McKinsey e o Business of Fashion preveem uma desaceleração, ainda que fraca no mercado de luxo.
O grupo detém grandes marcas, como é o caso da Zara, e em bolsa regista uma confiança cada vez maior dos investidores. As ações atingiram um máximo histórico e a sua capitalização subiu 50% em apenas um ano.
A marca sueca fechou as lojas naquele país no início da guerra com a Rússia. Ainda este ano vai retomar a atividade e quer participar em programas de "ajuda e reconstrução" em território ucraniano.
Enquanto as marcas de moda não exigirem que as práticas dos seus fornecedores sejam comparáveis às suas, o impacto social não será evidente. A vertente social e a vertente ambiental são dois lados da mesma moeda.