Perda de valores, grandes incertezas sobre o futuro, caos nas ideias, na política, nas relações internacionais, são 'qualificativos' estruturantes do Mundo de hoje.
Às incertezas do cenário internacional, que incluem o do comportamento da economia europeia, que tem vindo a abrandar, juntam-se as múltiplas crises herdadas da última legislatura, porventura com os problemas de sempre à cabeça: habitação, saúde e educação.
Tenho a convicção de que, nesta fase, o que o povo reclama são soluções de estabilidade, moderação e, naturalmente, de modernização da economia e da sociedade portuguesa em geral.
Além dos receios de quem vê uma crise no horizonte, após dois anos de pandemia, são duas as minhas maiores preocupações para a economia doméstica: a definição de política monetária de combate à inflação e a execução do PRR.
O mundo mudou mais em 2022 do que é a perceção generalizada. Daqui em diante, será mais complexo encontrar pontes para valores comuns para atingir propósitos comuns, como é o caso da descarbonização mundial, ou o caminho para um mundo mais interligado.