O grupo explicou ainda que a venda de unidades de Clarel e as operações em Portugal e Brasil contribuíram para uma queda de 19,3% nas vendas líquidas no último trimestre.
O preço das ações da DIA tem estado em queda livre desde 2019, quando a LetterOne aumentou a sua participação para 72,8%, aponta a coligação de acionistas minoritários da cadeia DIA.
Notícia é avançada pelo jornal espanhol "Expansión" e dá conta do interesse da Coviran nas exigências da Autoridade da Concorrência relativamente aos "remédios" impostos a propósito da aquisição do negócio da Dia em Portugal por parte da Auchan.
Num comunicado, a Auchan revelou que “concluiu o negócio de aquisição de 100% da operação do grupo Dia, em Portugal, após o parecer de não oposição da Autoridade da Concorrência”, sendo que o acordo permitiu que “aumentasse o seu número de lojas de 100 para 583 e passasse a integrar no seu portefólio 30 gasolineiras, 4 armazéns e uma loja digital”.
O empresário Mikhail Fridman e o seu sócio Petr Aven tinham visto a sua participação no Grupo Dia, que atingia os 77%, congelada devido à alegada associação ao regime russo.
O Grupo Dia deve fechar 343 lojas no Brasil, ficando com 244. Está previsto também o encerramento de três armazéns. O objetivo passa por alocar recursos a mercados mais rentáveis e com maior potencial de crescimento como Espanha e Argentina.
O volume de negócios atingido resulta numa queda de 3,6% em termos comparáveis. A totalidade do grupo faturou 7.650 milhões de euros, um aumento de 3,1%.
A empresa já doou mais de 880 mil quilogramas de alimentos, dos quais 249 mil foram em Portugal, e as colaborações com as ONGs já permitiram a incorporação de 292 pessoas de grupos vulneráveis em Espanha e Portugal.
O responsável foi escolhido em maio como novo diretor proprietário do grupo. Agora, ocupa o cargo que era de Stephan DuCharme no Conselho de Administração.
Para Nuno Fernandes Thomaz, presidente da Centromarca, “este desfecho, se autorizado pela AdC, afigura-se como potencialmente interessante, pois poderá ser um passo positivo rumo a um mercado de grande consumo mais competitivo e equilibrado em Portugal”.
A Auchan Retail e o Grupo Dia informam que, com este acordo, o grupo Auchan reforça o posicionamento no setor e amplia a rede de lojas no mercado de proximidade e franchising. Conheça os contornos deste negócio.
Num comunicado conjunto da Auchan Retail e do Grupo Dia, a que a Lusa teve acesso, as empresas informam que, com este acordo, o grupo Auchan reforça o posicionamento no setor e amplia a rede de lojas no mercado de proximidade e franchising.
Cerca de 35% da rede de Lojas Franquia Minipreço em Portugal é dirigida por mulheres, facto é destacado como um exemplo do sucesso daquele tipo de negócio.
O grupo que detém as lojas Minipreço registou uma subida de 3,2% nas contas da operação em Portugal, no primeiro trimestre, em comparação com os números do ano passado. A nível global, as receitas ficaram acima de 1,7 mil milhões de euros, uma subida de 10%.
Se em Espanha e Argentina a dona do Minipreço vai reabrir lojas, em Portugal a tendência é inversa depois do grupo ter colocado boa parte das duas lojas à venda em território nacional.
A subsidiária brasileira do grupo Dia, que em Portugal detém a marca Minipreço, poderá ter que pagar até 200 milhões de euros ao Tesouro brasileiro. O grupo registou perdas de 40 milhões no país no ano passado.