A ausência dos Estados Unidos da maior conferência multilateral de financiadores do desenvolvimento do mundo é reveladora de um estilo de política que reflete o recuo do multilateralismo.
Em nome de Portugal, o ministro dos Negócios Estrangeiros razão do secretário-geral das Nações Unidas manifestou apoio ao "processo ambicioso" lançado pelo secretário-geral da ONU para "reconstruir a confiança num sistema multilateral eficaz centrado nas Nações Unidas".
Instituições como os BRICS, recentemente alargados, e o G20 ganham novas proporções e podem mesmo desafiar os equilíbrios estabelecidos ao longo de décadas.
O potencial surgimento de um entendimento regional mais profundo, o abrandamento do cenário de hostilização dos EUA à Venezuela e, sobretudo, a necessidade de as potências globais negociarem com outros países a sua influência, deixam caminhos abertos à América Latina.