Licenças de construção que antes levavam um mês agora podem demorar até um ano. Escassez de eletricistas e aumento de custos de mão de obra dificultam conclusão de projetos.
Portugal arrancou 2026 com um dos melhores desempenhos de sempre na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis. Em janeiro, 80,7% da eletricidade gerada em Portugal Continental teve origem renovável, colocando o país no segundo lugar do ranking europeu, apenas atrás da Noruega.
Nos últimos 15 anos, o preço da eletricidade renovável caiu drasticamente: o custo da solar passou de 456 euros para 55 euros, e o da eólica de 350 euros para 45 euros. Carvão e gás continuam mais caros, com 106 euros e 68 euros, respetivamente. A transição energética avança, mas ainda depende de investimentos e políticas eficazes.
Depois da investigação em Espanha ter concluído que as renováveis não estiveram na origem do apagão, a associação portuguesa de energias renováveis defende medidas para prevenir futuras situações semelhantes.
A energética viu o BEI aprovar a linha de financiamento, que se destina ao período compreendido entre 2024 e 2026 para projetos em Portugal, Espanha e Itália.
"Foi um semestre muito forte", afirmou o presidente-executivo da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, que reafirmou o objetivo de fechar o ano com um lucro em torno dos 1,3 mil milhões de euros.
As autoridades em Portugal avançam que, de forma a atingir este objetivo, deverá ser feito um investimento de 75 mil milhões de euros até 2030 e que as empresas espanholas da área terão uma palavra a dizer no sentido de alcançar este objetivo.
O Conselho de Estado aprovou a norma que irá limitar o investimento estrangeiro em energias renováveis e que se prepara regular as blindagens de empresas estratégicas para o sector.